Queria que tudo terminasse bem. Sem grandes problemas. Sem que você me considere um monstro e sem que eu queira te matar.
Não esperamos tanto tempo pra criarmos algo ruim.
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domingo, 15 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Carta.
Fuja, amor, fuja desse mundo escuro que te suga ao máximo como um buraco negro; aqui não existem estrelas!
Sai correndo pro seu destino grande, mas me leva na memória, ao menos.
Esquece as coisas ruins das pessoas quando partires... e lembre-se de voltar!
Sai correndo pro seu destino grande, mas me leva na memória, ao menos.
Esquece as coisas ruins das pessoas quando partires... e lembre-se de voltar!
Cuide-se, Dean Moriarty.
segunda-feira, 9 de março de 2009
ao remetente;
É engraçado dar-se conta de que não é você que segue a vida; é o cenário que passa, correndo, como as horas que são todas suas e sem dono.
A estrada corre ao contrário, como ponteiro de relógio no espelho que te remete ao tão esperado encontro entre alma, corpo, coração, desejo. A imagem tão sincera nas primeiras horas da manhã, que no fim da noite, retorcida e suja, te joga na cara um cuspe amarelo cheio de verdade e dor.
Em uma dessas olhadas a si mesmo, qualquer um depara-se com um monstro, e joga a culpa no mundo, nas rugas, na gravidade e até mesmo em deus.
Talvez você tenha mudado. Mudado como aqueles tantos garotos e garotas, que sempre pertenceram ao mundo e às suas delicias. Talvez você esteja mudado como aquelas certezas antigas que abriram feridas tão eternas quanto vivas.
Terrível - mais terrível do que perceber-se como tudo o que há de ruim - é encarar a vida como algo longo e mortífero. Você, sim, tem todo o tempo que o mundo te deu e tem de fazer dele o tempo mais belo e efêmero.
Sabes que o amor que sinto por ti é maior do que o destinado a qualquer outro, a qualquer outra.
No meio da poeira e dos livros numa madrugada perdida entre tantas outras madrugadas de tantos outros perdidos, me deparo com incertezas e medos e fantasmas que, na verdade, nunca foram embora.
E quando raios fazem-se luz de varanda e ventos brindam em uníssono a chegada de uma nova estação, eu só queria paz. Um pouco de paz e sublime esperança. Um pouco mais de esforço. E tua companhia.
A estrada corre ao contrário, como ponteiro de relógio no espelho que te remete ao tão esperado encontro entre alma, corpo, coração, desejo. A imagem tão sincera nas primeiras horas da manhã, que no fim da noite, retorcida e suja, te joga na cara um cuspe amarelo cheio de verdade e dor.
Em uma dessas olhadas a si mesmo, qualquer um depara-se com um monstro, e joga a culpa no mundo, nas rugas, na gravidade e até mesmo em deus.
Talvez você tenha mudado. Mudado como aqueles tantos garotos e garotas, que sempre pertenceram ao mundo e às suas delicias. Talvez você esteja mudado como aquelas certezas antigas que abriram feridas tão eternas quanto vivas.
Terrível - mais terrível do que perceber-se como tudo o que há de ruim - é encarar a vida como algo longo e mortífero. Você, sim, tem todo o tempo que o mundo te deu e tem de fazer dele o tempo mais belo e efêmero.
Sabes que o amor que sinto por ti é maior do que o destinado a qualquer outro, a qualquer outra.
No meio da poeira e dos livros numa madrugada perdida entre tantas outras madrugadas de tantos outros perdidos, me deparo com incertezas e medos e fantasmas que, na verdade, nunca foram embora.
E quando raios fazem-se luz de varanda e ventos brindam em uníssono a chegada de uma nova estação, eu só queria paz. Um pouco de paz e sublime esperança. Um pouco mais de esforço. E tua companhia.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
lapso
Senti teu cheiro hoje; de raspão. Foi o bastante pra me torcer as entranhas e me fazer querer me jogar nos teus braços e lembrar como era bom ter o pra sempre ao nosso lado, tão perto e certo e curto como um sonho bom.
Sete horas da manhã: cazuza - o nosso amor a gente inventa - um cigarro quase no fim (mais três), sem fogo, com frio. Impossível não associar.
Agora parece que somos duas daquelas retas paralelas que se esbarram no infinito, no encontro que acontece frágil entre os eternos e os efêmeros; aquela linha tênue que divide tudo, o escárnio e o beijo, o catarro e a placidez, o amor e o impossível.
É terça-feira, todos os meus amigos voam e eu quero morrer! Decepções e um café amargo pra completar alguma outra santíssima trindade com o metade bossa nova e metade rock'n'roll do meu espírito vadio.
Descobri que romances ainda existem, por mais que eu tenha me tornado banal e fútil. Sacana e irônico esse destino que se rompe num amanhecer cinza e embaçado de inverno.
Insanidade e complacência dividem minutos sem fim das minhas horas mal traçadas como essas linhas. Linhas tortas que aqui soam menos retas que o caminhar de um bêbado louco, equilibrista, de chapéu coco, brincando na guia, almejando a sarjeta, observando as estrelas.
Eu tenho as mãos bambas e um dia inteiro pela frente... e eu não vou desistir porque o infinito está próximo, consequentemente o encontro entre paralelos também, espero.
Um fim, uma boa tragada, quem sabe um beijo - e meu coração de chocolate, inteiro, de novo.
Sete horas da manhã: cazuza - o nosso amor a gente inventa - um cigarro quase no fim (mais três), sem fogo, com frio. Impossível não associar.
Agora parece que somos duas daquelas retas paralelas que se esbarram no infinito, no encontro que acontece frágil entre os eternos e os efêmeros; aquela linha tênue que divide tudo, o escárnio e o beijo, o catarro e a placidez, o amor e o impossível.
É terça-feira, todos os meus amigos voam e eu quero morrer! Decepções e um café amargo pra completar alguma outra santíssima trindade com o metade bossa nova e metade rock'n'roll do meu espírito vadio.
Descobri que romances ainda existem, por mais que eu tenha me tornado banal e fútil. Sacana e irônico esse destino que se rompe num amanhecer cinza e embaçado de inverno.
Insanidade e complacência dividem minutos sem fim das minhas horas mal traçadas como essas linhas. Linhas tortas que aqui soam menos retas que o caminhar de um bêbado louco, equilibrista, de chapéu coco, brincando na guia, almejando a sarjeta, observando as estrelas.
Eu tenho as mãos bambas e um dia inteiro pela frente... e eu não vou desistir porque o infinito está próximo, consequentemente o encontro entre paralelos também, espero.
Um fim, uma boa tragada, quem sabe um beijo - e meu coração de chocolate, inteiro, de novo.
isa
sábado, 3 de maio de 2008
querida,
Precisamos nos encontrar de novo, qualquer dia desses, pra tomar umas cervejas e rir das besteiras que andamos fazendo de nossas vidas um tanto nossas demais para ficarmos longe uma da outra.
Hoje sonhei que fui pra longe e que não disse tchau, e na hora de voltar eu não consegui. Foi assim, rápido demais pra tentar lutar contra.
Creio que precisamos descansar, parar de nos preocupar com coisa pouca porque pecado mesmo é não viver a vida, não é? Precisamos nos gostar mais, nos olhar mais, nos sentir mais pra sermos inteiramente livres e capazes de fazer o que quisermos, porque só quem se conhece pode dominar a si mesmo e ao mundo ao redor.
O resto todo é grande, mas bem sei que somos mais fortes que eles, juntas, e que somos donas dos valores mais preciosos, dos sorrisos mais sinceros e dos olhos mais puros. Somos donas da lua e temos o mundo na palma da mão e tudo o que precisamos nos bolsos.
Vai ser sempre amor, sempre intenso, sempre eterno, se assim quiser.
Sinto falta das nossas tardes compartilhadas, entre livros e cafés, entre sonhos e cheiros, entre musicas e infinitos. Não sabemos o que nos espera, mas não vale a pena esperar, porque a vida é curta e o futuro está logo ali com uma arma na mão, pronto pra nos matar e cuspir na nossa cara, zombando do mais novo trouxa pego por ele.
Meu bem, a vida é bonita, está na hora de perceber que mais valem as montanhas do que o dinheiro, mais vale o céu do que as mentiras, mais vale a cor do que os humanos, mais vale você do que qualquer coisa que qualquer outra pessoa queira te dar (ou tirar), porque és livre, és dona de si e ninguém pode mudar isso.
Um dia alguém me disse que somos o que há de melhor a partir do momento que pensamos assim; e não está na hora de se afogar achando que tudo está perdido, porque não está. Ainda é cedo! Cedo! E, se vier comigo, não vou ter medo.
Tashi Delek
Hoje sonhei que fui pra longe e que não disse tchau, e na hora de voltar eu não consegui. Foi assim, rápido demais pra tentar lutar contra.
Creio que precisamos descansar, parar de nos preocupar com coisa pouca porque pecado mesmo é não viver a vida, não é? Precisamos nos gostar mais, nos olhar mais, nos sentir mais pra sermos inteiramente livres e capazes de fazer o que quisermos, porque só quem se conhece pode dominar a si mesmo e ao mundo ao redor.
O resto todo é grande, mas bem sei que somos mais fortes que eles, juntas, e que somos donas dos valores mais preciosos, dos sorrisos mais sinceros e dos olhos mais puros. Somos donas da lua e temos o mundo na palma da mão e tudo o que precisamos nos bolsos.
Vai ser sempre amor, sempre intenso, sempre eterno, se assim quiser.
Sinto falta das nossas tardes compartilhadas, entre livros e cafés, entre sonhos e cheiros, entre musicas e infinitos. Não sabemos o que nos espera, mas não vale a pena esperar, porque a vida é curta e o futuro está logo ali com uma arma na mão, pronto pra nos matar e cuspir na nossa cara, zombando do mais novo trouxa pego por ele.
Meu bem, a vida é bonita, está na hora de perceber que mais valem as montanhas do que o dinheiro, mais vale o céu do que as mentiras, mais vale a cor do que os humanos, mais vale você do que qualquer coisa que qualquer outra pessoa queira te dar (ou tirar), porque és livre, és dona de si e ninguém pode mudar isso.
Um dia alguém me disse que somos o que há de melhor a partir do momento que pensamos assim; e não está na hora de se afogar achando que tudo está perdido, porque não está. Ainda é cedo! Cedo! E, se vier comigo, não vou ter medo.
Tashi Delek
eu
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