A noite está no seu lugar
Areia movediça. Mausoléu;
certa como rajadas de vento
e distante como explosões
de bolhas submersas.
Sonhos imploram vagas
Vazios. Sedentos;
sopram calor nas vidraças
- frias e agora embaçadas
E dançam vertiginosamente
a dança dos Reis embriagados.
Luzes condensadas incidem
no centro - entre
Dois balões de oxigênio lubrificado
Fosforescente
Apagam vestígios na argila fresca
enquanto vultos passeiam.
A chuva ausente traz o cheiro
de coisa molhada.
Criatura com medo;
E lava até as almas ocres
de lodo. De paixão.
Sons invadem
Atravessam janelas fechadas
Geladas. Cegas
Como as madrugadas silenciosas
que parecem durar pra sempre.
Cacos de vidro rasgam
a pele desidratada e frágil
- Fácil! Pena de fênix.
E escrevem em caleidoscópios de diamantes
a frase que os gnomos gritam ao céu.
Mostrando postagens com marcador estro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estro. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 22 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Susto
O poema sangra palavras
em silêncio.
Os arco-íris brotam do orvalho
que escorre das veias azuis que refletem
em paralelepipedos
infinitos escuros e retangulares.
E vermes rastejantes que sugam vidas
atravessam as passarelas
verdes do inverno dos teus beijos.
em silêncio.
Os arco-íris brotam do orvalho
que escorre das veias azuis que refletem
em paralelepipedos
infinitos escuros e retangulares.
E vermes rastejantes que sugam vidas
atravessam as passarelas
verdes do inverno dos teus beijos.
sábado, 17 de maio de 2008
furor
Em cima da mesa,
uns copos cheios de amores vazios
e um pouco de espuma e restos.
Dentro de mim,
a desesperança genuína -
que não esconde-se mais
refletida nas lágrimas bêbadas que dançam pelo semblante
rubro e triste, um pouco envelhecido pelas olheiras azuis.
Perto da mão,
jaz todo o destino coberto pelo nimbo que vaga pelo céu
que hoje não passa de uma massa um tanto insípida,
porque aqui não existe mais cor.
Embaixo do coração,
pulsa a violenta vontade de acordar
e ver que tudo não passou de um monte de frascos repletos de ilusão
e que a vida continua por mais que a tv esteja chiando.
Ao redor dos olhos,
sombras atacam sem piedade
a garota que mora ao lado
e que eu nunca vi.
Grudadas no céu,
acendem-se estrelas frias
que ao longe rimam com vagalumes
e gritam em uníssono, ao mundo,
que as coisas não passam de mentiras piedosas.
Entre minha cabeça e meus medos
estão todos os dissabores desta passagem amarga
repleta de reminiscências e condolências,
sobre tudo e ao nada...
E nas entrelinhas das minhas tortas palavras
está escondido todo o sentimento meu
que nunca morrerá,
por mais que o veneno seja forte e a solidão, enlouquecedora.
uns copos cheios de amores vazios
e um pouco de espuma e restos.
Dentro de mim,
a desesperança genuína -
que não esconde-se mais
refletida nas lágrimas bêbadas que dançam pelo semblante
rubro e triste, um pouco envelhecido pelas olheiras azuis.
Perto da mão,
jaz todo o destino coberto pelo nimbo que vaga pelo céu
que hoje não passa de uma massa um tanto insípida,
porque aqui não existe mais cor.
Embaixo do coração,
pulsa a violenta vontade de acordar
e ver que tudo não passou de um monte de frascos repletos de ilusão
e que a vida continua por mais que a tv esteja chiando.
Ao redor dos olhos,
sombras atacam sem piedade
a garota que mora ao lado
e que eu nunca vi.
Grudadas no céu,
acendem-se estrelas frias
que ao longe rimam com vagalumes
e gritam em uníssono, ao mundo,
que as coisas não passam de mentiras piedosas.
Entre minha cabeça e meus medos
estão todos os dissabores desta passagem amarga
repleta de reminiscências e condolências,
sobre tudo e ao nada...
E nas entrelinhas das minhas tortas palavras
está escondido todo o sentimento meu
que nunca morrerá,
por mais que o veneno seja forte e a solidão, enlouquecedora.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Língua Ácida
Tentam apagar nossas luzes
porque ofuscam as estrelas frias
daqueles que brilham fingidos.
Procuram desgrudar-nos de nossos sentimentos sinceros
por sermos fortes demais,
capazes de finalizar qualquer um deles!
Quando percebem que os ameaçamos -
com nossa força vítrea e transparente -
fazem de tudo pra molhar essa chama,
que por mais que me destrua, é a única energia capaz de me nutrir.
Não posso deixar isso acabar, morrer, extinguir-se
seco dentro do meu peito umidecido em saliva quente
que escorre de ti fosforescendo minhas veias
exangues.
Se ocorrer,
apagarei junto, virando cinzas
frágeis e estéreis, frias e mal-cheirosas como cadáver velho
e branco. E roxo.
E hoje o céu é tão cinza quanto os restos de um cigarro fora do pulmão.
Nada rosa, ou laranja, ou azul. Não há nem sol, nem vestígio de calor,
só um vento cortante e fumaça assoprada.
Num dia sem cor eu só queria o preto de um café sincero
o verde de uns olhos fortes
e o ácido (quase lisérgico) de tua língua acolhedora.
porque ofuscam as estrelas frias
daqueles que brilham fingidos.
Procuram desgrudar-nos de nossos sentimentos sinceros
por sermos fortes demais,
capazes de finalizar qualquer um deles!
Quando percebem que os ameaçamos -
com nossa força vítrea e transparente -
fazem de tudo pra molhar essa chama,
que por mais que me destrua, é a única energia capaz de me nutrir.
Não posso deixar isso acabar, morrer, extinguir-se
seco dentro do meu peito umidecido em saliva quente
que escorre de ti fosforescendo minhas veias
exangues.
Se ocorrer,
apagarei junto, virando cinzas
frágeis e estéreis, frias e mal-cheirosas como cadáver velho
e branco. E roxo.
E hoje o céu é tão cinza quanto os restos de um cigarro fora do pulmão.
Nada rosa, ou laranja, ou azul. Não há nem sol, nem vestígio de calor,
só um vento cortante e fumaça assoprada.
Num dia sem cor eu só queria o preto de um café sincero
o verde de uns olhos fortes
e o ácido (quase lisérgico) de tua língua acolhedora.
sábado, 29 de março de 2008
(sem título)
Luz opaca de fim de tarde que precede chuva.
Um amarelo sem vida de um sol que se despede penoso.
Ventos que não uivam, só passam, por passar.
Um pouco de saliva, porque é necessário.
Um pouco de música, porque é animador.
Um pouco de solidão, porque sim.
E aquele sentimento de que algo não foi realizado por simples distração.
Eu estou cansada de ter que tomar tragos fracos e goles pequenos.
Estou farta de seringas que pingam e não jorram.
Quero Overdoses... daquelas enormes... entorpecentes
E quero ter tudo o que eu preciso pra sobreviver ao meu alcance
aqui, nas minhas mãos frias e um tanto brancas demais.
Um amarelo sem vida de um sol que se despede penoso.
Ventos que não uivam, só passam, por passar.
Um pouco de saliva, porque é necessário.
Um pouco de música, porque é animador.
Um pouco de solidão, porque sim.
E aquele sentimento de que algo não foi realizado por simples distração.
Eu estou cansada de ter que tomar tragos fracos e goles pequenos.
Estou farta de seringas que pingam e não jorram.
Quero Overdoses... daquelas enormes... entorpecentes
E quero ter tudo o que eu preciso pra sobreviver ao meu alcance
aqui, nas minhas mãos frias e um tanto brancas demais.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
guarda-chuva vermelho
Chovia amarelo na tarde de verão.
A garota seguia, sozinha com sua loucura.
Só existia a despreocupação.
Só existia a menina e as águas.
Depois um carro, contra mão.
E num instante, tudo.
Depois o não.
Restou no asfalto um guarda-chuva vermelho
e um corpo branquelo no chão.
Dia de chuva, granizo e abstinência.
A garota seguia, sozinha com sua loucura.
Só existia a despreocupação.
Só existia a menina e as águas.
Depois um carro, contra mão.
E num instante, tudo.
Depois o não.
Restou no asfalto um guarda-chuva vermelho
e um corpo branquelo no chão.
Dia de chuva, granizo e abstinência.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
A grande Festa
Lotação.
Excesso e escassez andando de mãos dadas.
Atadas. Ataduras. Sangue.
Um grito
Excesso e escassez andando de mãos dadas.
Atadas. Ataduras. Sangue.
Um grito
abrange todo o universo
Sofreguidão.
O caos. E as estrelas se dispersam.
Poucas. Infames.
Chove, escorre.
Vomitam-me em entrelinhas, em entreolhares.
Um brinde. um gole.
À morte, no fim da madrugada.
Sorrisos.
Simpatia gratuita.
Profanação e amor.
Lágrimas engolidas.
A corcunda.
Os ossos. A ausência deles.
O desejo e a delicia.
O medo. Covardia.
As gotas. A poça d'água.
A tentativa em vão.
O abraço.
Adeus.
No término da grande festa
Restam, despejados, pedaços
de papel e de chocolate
uma pitada de hortelã
Fumaça. Desilusão.
Sofreguidão.
O caos. E as estrelas se dispersam.
Poucas. Infames.
Chove, escorre.
Vomitam-me em entrelinhas, em entreolhares.
Um brinde. um gole.
À morte, no fim da madrugada.
Sorrisos.
Simpatia gratuita.
Profanação e amor.
Lágrimas engolidas.
A corcunda.
Os ossos. A ausência deles.
O desejo e a delicia.
O medo. Covardia.
As gotas. A poça d'água.
A tentativa em vão.
O abraço.
Adeus.
No término da grande festa
Restam, despejados, pedaços
de papel e de chocolate
uma pitada de hortelã
Fumaça. Desilusão.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Enlouquecendo...
Eu tô meio perdida. Inerte. Desvairando no meu universo paralelo. Me intrigando com os pequenos detalhes todas as noites e amanhecendo mais fraca. Cuspindo sangue e tomando remédios contra a dor que sai do meu útero e atinge meus neurônios adormecidos.
Overdoses.
De tudo! Carência e amores. Insônia e medo.
Necessidade latente. Me afogo nos meus tormentos adormecidos e finjo esquecer meus demônios atraentes e selvagens.
Mais uma dose... em menos de uma hora. 35 gotas, mais 20. Dá bastante coisa. Sem água dessa vez, pra ver se funciona.
A dor insiste. Pira. Quase desmaio. Adoraria.
Olhos arregalados esforçando-se pra enxergar algo onde só existe o escuro... e o silêncio.
Chove dentro de mim, e fora só há vestígios. Céu sem cor e sem estrelas. Nuvens de chumbo. Eu grito um horror abafado. Não existe afago nem compreensão. Muito menos carinho. Só desilusão. Sozinho.
Visualizo meus receios concretizando-se em atos. Personifico meus desejos e tormentos.
Meu tato no breu não funciona, tal como meu olfato e qualquer outro sentido.
É quieto demais fora de mim, tenho medo de me perder de novo. É sombrio e frio. Alucinante!
Abraços e sorrisos ausentes.
Ele pertence ao mundo e a todas as suas delicias. Eu hospedo-me na desculpa mais próxima.
Um belo contraste. Atraente e excitante. Inebriante.
Na noite desvairada e sem lua ele se perde... e eu vomito.
Gosto de tentar dormir pensando que é sincero...
Overdoses.
De tudo! Carência e amores. Insônia e medo.
Necessidade latente. Me afogo nos meus tormentos adormecidos e finjo esquecer meus demônios atraentes e selvagens.
Mais uma dose... em menos de uma hora. 35 gotas, mais 20. Dá bastante coisa. Sem água dessa vez, pra ver se funciona.
A dor insiste. Pira. Quase desmaio. Adoraria.
Olhos arregalados esforçando-se pra enxergar algo onde só existe o escuro... e o silêncio.
Chove dentro de mim, e fora só há vestígios. Céu sem cor e sem estrelas. Nuvens de chumbo. Eu grito um horror abafado. Não existe afago nem compreensão. Muito menos carinho. Só desilusão. Sozinho.
Visualizo meus receios concretizando-se em atos. Personifico meus desejos e tormentos.
Meu tato no breu não funciona, tal como meu olfato e qualquer outro sentido.
É quieto demais fora de mim, tenho medo de me perder de novo. É sombrio e frio. Alucinante!
Abraços e sorrisos ausentes.
Ele pertence ao mundo e a todas as suas delicias. Eu hospedo-me na desculpa mais próxima.
Um belo contraste. Atraente e excitante. Inebriante.
Na noite desvairada e sem lua ele se perde... e eu vomito.
Gosto de tentar dormir pensando que é sincero...
Seção:
dúvidas em demasia,
estro,
frio e vazio.,
inconformismo,
loucura
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Contagens regressivas
Todo mundo acha que tudo começou de novo, mas não.
Aflita e melancólica. Como sempre. Como nunca!
Carência e insegurança. A mesma.
Sinto-me perdida em meio a uma corrente de desamores e falsidade.
Mentiras jogadas ao vento.
Grito, a todos os cantos, o quanto meu rock é puro e minhas palavras venenosas!
Expulso de mim, a pontapés, qualquer sentimento que me faça depender de alguém - em vão.
E voltam a me entupir as paixões avassaladoras e os sentidos aguçados de um viciado.
Olhos trincados.
Sono mal sonhado. Sonhos sem cor e sem sons - os sentidos somem quando eu me vou.
E a ti dedico minhas palavras sujas e mal elaboradas
Por um coração que cospe lágrimas e me soca
toda noite quando me lembro que o amor é mentira
e que mentiras sinceras sempre me interessam!
Aflita e melancólica. Como sempre. Como nunca!
Carência e insegurança. A mesma.
Sinto-me perdida em meio a uma corrente de desamores e falsidade.
Mentiras jogadas ao vento.
Grito, a todos os cantos, o quanto meu rock é puro e minhas palavras venenosas!
Expulso de mim, a pontapés, qualquer sentimento que me faça depender de alguém - em vão.
E voltam a me entupir as paixões avassaladoras e os sentidos aguçados de um viciado.
Olhos trincados.
Sono mal sonhado. Sonhos sem cor e sem sons - os sentidos somem quando eu me vou.
E a ti dedico minhas palavras sujas e mal elaboradas
Por um coração que cospe lágrimas e me soca
toda noite quando me lembro que o amor é mentira
e que mentiras sinceras sempre me interessam!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Preste Atenção!
Cigarras gritam e colorem o dia com cores que não existem.
Pintam anjos sem asas e demônios sem chifres.
Passos passam.
Pessoas pedem.
Perdas passeiam, por ai, perdidas.
E você não percebe; não percede que o arco-íris clama por desatenção. Ele não é tudo isso, é só um resumo do canto das cigarras.
Pintam anjos sem asas e demônios sem chifres.
Passos passam.
Pessoas pedem.
Perdas passeiam, por ai, perdidas.
E você não percebe; não percede que o arco-íris clama por desatenção. Ele não é tudo isso, é só um resumo do canto das cigarras.
domingo, 25 de novembro de 2007
Cinzas ensanguentadas.
Aproximei-me rápido demais.
Deixe-me levar pelo brilho e pelo calor.
E agora, cega estou;
e com minhas asas de sangue queimadas.
A Luz era forte e quente e azul púrpura;
imitava o infinito como num jogo de espelhos.
Encostei meus dedos e os perdi.
Minhas mãos fervem em fúria
e meus olhos não mais sentem.
Aproximei minha língua. Apodreceu.
Meus tímpanos explodiram e o olfato desgastou-se.
Não me restam sentidos.
Agora derramo lágrimas venenosas,
que me escorrem à boca
e me beijam como a morte.
E os dentes amarelos rangem.
Há dor, incompreensão, medo.
Depois, tranquilidade, silêncio.
Há cinzas e penas vermelhas.
A Fênix renascerá!
E com ela vou reaprender a voar.
Deixe-me levar pelo brilho e pelo calor.
E agora, cega estou;
e com minhas asas de sangue queimadas.
A Luz era forte e quente e azul púrpura;
imitava o infinito como num jogo de espelhos.
Encostei meus dedos e os perdi.
Minhas mãos fervem em fúria
e meus olhos não mais sentem.
Aproximei minha língua. Apodreceu.
Meus tímpanos explodiram e o olfato desgastou-se.
Não me restam sentidos.
Agora derramo lágrimas venenosas,
que me escorrem à boca
e me beijam como a morte.
E os dentes amarelos rangem.
Há dor, incompreensão, medo.
Depois, tranquilidade, silêncio.
Há cinzas e penas vermelhas.
A Fênix renascerá!
E com ela vou reaprender a voar.
sábado, 24 de novembro de 2007
Perdida
Sinto-me febril;
Ardente, desnorteada.
Perdida nesse mundo vil.
Onde ninguém me pertence e eu não pertenço à nada.
É como se, cada vez mais, eu me enterrasse.
E herdasse de tudo apenas o cinismo.
Por mais que tudo isso um dia passe
Procuro guiar-me pra beira do abismo.
Mergulhar na dúvida é inevitável.
Escorregar no breu parece confortante.
Não me existe lado afável.
Sou um todo frio, indiferente e arrogante.
Desculpo-me pelas falhas cometidas.
Peço perdão à mim e às outras personalidades.
Falhei e agora sentimo-nos perdidas.
Fujam de mim e procurem tuas realidades!
Não existo. Escondo-me. Padeço.
Não sintam pena de mim!
Se não sentirem, agradeço.
Ardente, desnorteada.
Perdida nesse mundo vil.
Onde ninguém me pertence e eu não pertenço à nada.
É como se, cada vez mais, eu me enterrasse.
E herdasse de tudo apenas o cinismo.
Por mais que tudo isso um dia passe
Procuro guiar-me pra beira do abismo.
Mergulhar na dúvida é inevitável.
Escorregar no breu parece confortante.
Não me existe lado afável.
Sou um todo frio, indiferente e arrogante.
Desculpo-me pelas falhas cometidas.
Peço perdão à mim e às outras personalidades.
Falhei e agora sentimo-nos perdidas.
Fujam de mim e procurem tuas realidades!
Não existo. Escondo-me. Padeço.
Não sintam pena de mim!
Se não sentirem, agradeço.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Assassina
Eu não possuo mais o brilho inocente no olhar.
Nem as mãos limpas. Nem as costas firmes.
Corro sem rumo, guiando-me pra algum lugar longe demais pra ser visto.
Arrasto-me tomando a água suja da chuva de veneno.
Passo os dedos pelos cabelos... e eles caem.
Imundo-me pisando na lama da incompreensão.
Toco-me e tudo dói.
Meu pulmão sai pelos olhos.
O estômago tem um buraco maior que a boca.
A coluna desviada arde.
Escorre algo aqui dentro, que queima, que entorpece, que faz a dor ficar tão forte a ponto de parar.
Mas pára de escorrer. Rápido o bastante para me deixar com vontade mais.
Encontro-me inerte em meio a um turbilhão de pássaros cinzas que cospem mentiras no meu esôfago, como que para um filhote suplicante de conforto no ninho frio e sozinho.
É hora de usar minhas mãos sujas e fechar meus olhos não inocentes.
Matei-me.
Nem as mãos limpas. Nem as costas firmes.
Corro sem rumo, guiando-me pra algum lugar longe demais pra ser visto.
Arrasto-me tomando a água suja da chuva de veneno.
Passo os dedos pelos cabelos... e eles caem.
Imundo-me pisando na lama da incompreensão.
Toco-me e tudo dói.
Meu pulmão sai pelos olhos.
O estômago tem um buraco maior que a boca.
A coluna desviada arde.
Escorre algo aqui dentro, que queima, que entorpece, que faz a dor ficar tão forte a ponto de parar.
Mas pára de escorrer. Rápido o bastante para me deixar com vontade mais.
Encontro-me inerte em meio a um turbilhão de pássaros cinzas que cospem mentiras no meu esôfago, como que para um filhote suplicante de conforto no ninho frio e sozinho.
É hora de usar minhas mãos sujas e fechar meus olhos não inocentes.
Matei-me.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
abram-te, olhos.
Existe o belo em todos os casos.
Basta deixar-te cegar pela pureza da poesia.
Sentirás o amor na sua mais nobre essência.
E perceberá que ele é tão inocente quanto a água que brota dos olhos do recém-nascido.
Existe o calmo em todas as obras.
Levante-se e siga-o, sem se preocupar.
A cura vem com o tempo; ela cicatriza.
O sangue coagulado fica estampado, pra te lembrar de toda a dor...
Mas quando encontrar a magia que todos vieram procurar nesse mundo sujo,
seus lábios te sorrirão fortemente
e escorrer-te-ão lágrimas pela face cansada
e seus olhos, perfurados pelos espinhos da realidade, só enxergarão o que há de bom.
Basta deixar-te cegar pela pureza da poesia.
Sentirás o amor na sua mais nobre essência.
E perceberá que ele é tão inocente quanto a água que brota dos olhos do recém-nascido.
Existe o calmo em todas as obras.
Levante-se e siga-o, sem se preocupar.
A cura vem com o tempo; ela cicatriza.
O sangue coagulado fica estampado, pra te lembrar de toda a dor...
Mas quando encontrar a magia que todos vieram procurar nesse mundo sujo,
seus lábios te sorrirão fortemente
e escorrer-te-ão lágrimas pela face cansada
e seus olhos, perfurados pelos espinhos da realidade, só enxergarão o que há de bom.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
é mais fácil fugir.
É muito escuro aqui;
E frio, e vazio, e sozinho.
Tão preenchido de dúvidas.
E frio, e vazio, e sozinho.
Tão preenchido de dúvidas.
O cheiro podre da incerteza empesteia todo o vácuo, o enche de mais nada.
O esgoto percorre todos os sentidos , deixando o todo cego, surdo e mudo: indiferente à realidade.
O medo quebra o silêncio.
Existem os demônios que fogem do Sol.
Suor que pinga de fora pra dentro.
Observo todo o infinito que é não saber.
E há a dúvida e todos os seus efeitos colaterais.
Eu sangro quando tento me guiar pra longe.
E quanto mais eu corro ao encontro do fim do túnel, mais ele se distancia; parece querer fugir, como eu.
Me encho de cicatrizes e marcas e hematomas, mas, por fim, encontro luz.
Encaro o mundo para esquecer o breu daqui de dentro, mas quando a claridade acaba, quando o circulo se fecha, eu volto pro centro, pro eco, pra dentro de mim.
O medo quebra o silêncio.
Existem os demônios que fogem do Sol.
Suor que pinga de fora pra dentro.
Observo todo o infinito que é não saber.
E há a dúvida e todos os seus efeitos colaterais.
Eu sangro quando tento me guiar pra longe.
E quanto mais eu corro ao encontro do fim do túnel, mais ele se distancia; parece querer fugir, como eu.
Me encho de cicatrizes e marcas e hematomas, mas, por fim, encontro luz.
Encaro o mundo para esquecer o breu daqui de dentro, mas quando a claridade acaba, quando o circulo se fecha, eu volto pro centro, pro eco, pra dentro de mim.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
destino
Sobrepõem-se sangue e sonhos diante de toda uma eternidade.
E existem olhos chorados e olhos do porvir.
Amanhece, é fato, mas poucos sabem. E quanto menos admiradores, melhor. Porque o brilho esgota quando muitos o cobiçam.
Ninguém nasce sem chorar, mas tem gente que morre sem nascer.
Banham-se, então, no silêncio da escuridão para sentir uma aurora de cores que só os cegos para a realidade vêem.
Os loucos acordam sem dormir, e você? Habitante de um labirinto que te leva a um lugar nenhum. O verbo anima-se e sofre e sangra e segue. Enlouquece pelo medo de nada ser.
Ou você mata ou deixa-se morrer.
Devore tudo, sem mastigar!
Busque o equilíbrio, mas não corra.
Ninguém escapa ao pó.
E existem olhos chorados e olhos do porvir.
Amanhece, é fato, mas poucos sabem. E quanto menos admiradores, melhor. Porque o brilho esgota quando muitos o cobiçam.
Ninguém nasce sem chorar, mas tem gente que morre sem nascer.
Banham-se, então, no silêncio da escuridão para sentir uma aurora de cores que só os cegos para a realidade vêem.
Os loucos acordam sem dormir, e você? Habitante de um labirinto que te leva a um lugar nenhum. O verbo anima-se e sofre e sangra e segue. Enlouquece pelo medo de nada ser.
Ou você mata ou deixa-se morrer.
Devore tudo, sem mastigar!
Busque o equilíbrio, mas não corra.
Ninguém escapa ao pó.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
vislumbrando
Segue-se a corrente, sem saber onde vai dar.
É insípido, descolorido, sombrio.
Caminha-se no escuro implorando por luz.
Luz que cega, que ensurdece, que paralisa.
É melhor não possuir senti(mentos)dos.
O túnel parece interminável. E o é.
Segue-se o vento, sem olhar pra frente.
A esperança acaba antes da metade.
Sobra a estrada, sempre, e você não escolhe.
Então todos juntos dançam a mesma melodia.
E louco é aquele que inventa sua própria música.
Não querer ser é hipocrisia.
Não querer sentir, por vezes, é necessário.
Insanidade involuntária escorre pelos olhos.
A razão tenta penetrar, mas os poros foram bloqueados.
Coágolos, pus, feridas abertas; Eis o que fizeram com o seu mundo.
Boquiaberta diante do eterno do universo,
Vislumbro um horizonte onde só existe poeira.
O espectro do nada amedronta.
Sorte minha que deuses não têm medo.
É insípido, descolorido, sombrio.
Caminha-se no escuro implorando por luz.
Luz que cega, que ensurdece, que paralisa.
É melhor não possuir senti(mentos)dos.
O túnel parece interminável. E o é.
Segue-se o vento, sem olhar pra frente.
A esperança acaba antes da metade.
Sobra a estrada, sempre, e você não escolhe.
Então todos juntos dançam a mesma melodia.
E louco é aquele que inventa sua própria música.
Não querer ser é hipocrisia.
Não querer sentir, por vezes, é necessário.
Insanidade involuntária escorre pelos olhos.
A razão tenta penetrar, mas os poros foram bloqueados.
Coágolos, pus, feridas abertas; Eis o que fizeram com o seu mundo.
Boquiaberta diante do eterno do universo,
Vislumbro um horizonte onde só existe poeira.
O espectro do nada amedronta.
Sorte minha que deuses não têm medo.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
morte da poesia
Céu bem desenhado. Nuvens de papel.
Esqueceram do Sol. O infinito banhou-se em fel.
Cicatriz eterna. Resultado do corte dolorido.
Dedos jorram súplicas ao vento descolorido.
O eterno implora por gratidão.
Gritos! Silêncio. Apreensão!
O suor circula; Liberta-se, com calma.
O tempo segue; Sem pressa, como a alma.
Abandonam o agora em uníssono.
Seguem em passeata aos calvários.
Olhos arregalados, frios, solitários.
E assistem triunfantes à morte de mais uma poesia.
Sangrou palavras. Morreu de desilusão.
Por viver num mundo tão carente de inspiração.
Esqueceram do Sol. O infinito banhou-se em fel.
Cicatriz eterna. Resultado do corte dolorido.
Dedos jorram súplicas ao vento descolorido.
O eterno implora por gratidão.
Gritos! Silêncio. Apreensão!
O suor circula; Liberta-se, com calma.
O tempo segue; Sem pressa, como a alma.
Abandonam o agora em uníssono.
Seguem em passeata aos calvários.
Olhos arregalados, frios, solitários.
E assistem triunfantes à morte de mais uma poesia.
Sangrou palavras. Morreu de desilusão.
Por viver num mundo tão carente de inspiração.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
(real)mente
Possuo o mel e as abelhas.
Sou dona de mim e do resto do mundo.
Gosto de pensar assim; andar sem rumo, viver sem medo.
Tenho os olhos lisos, estáticos; fascinados por tudo aquilo que desconheço.
Ouso chamar-te pra perto de mim, quando na verdade, o que mais quero, é a segurança da tua distância.
E a saudade faz voltar tudo que o tempo demorou muito pra apagar.
Mas ele deixou um pouco da pólvora, e uma hora ela tinha que explodir.
Dilacerou-me. Em muitas de mim.
E hoje sou várias.
Uma pra cada dia. Uma pra cada pessoa.
Uma pra cada vontade. Uma pra cada medo.
Sou a duvida do meio e a contradição do fim.
Sou muitas e ao mesmo tempo o vácuo.
Ouse gritar dentro de mim e seus tímpanos estourarão!
Sou dona de mim e do resto do mundo.
Gosto de pensar assim; andar sem rumo, viver sem medo.
Tenho os olhos lisos, estáticos; fascinados por tudo aquilo que desconheço.
Ouso chamar-te pra perto de mim, quando na verdade, o que mais quero, é a segurança da tua distância.
E a saudade faz voltar tudo que o tempo demorou muito pra apagar.
Mas ele deixou um pouco da pólvora, e uma hora ela tinha que explodir.
Dilacerou-me. Em muitas de mim.
E hoje sou várias.
Uma pra cada dia. Uma pra cada pessoa.
Uma pra cada vontade. Uma pra cada medo.
Sou a duvida do meio e a contradição do fim.
Sou muitas e ao mesmo tempo o vácuo.
Ouse gritar dentro de mim e seus tímpanos estourarão!
sábado, 14 de julho de 2007
não sou boa pra títulos:
No silencio de uma sinfonia o inimigo perdoa.
o amante esquece o amor. e eu? eu continuo a mesma!
Céus desabam sobre mim. Perpétua e limitada a sensação desesperadora de fuga intangível.
Dor e contentamento. Conformismo e contradição.
Aceitar é um erro.
Amigo, tenha medo! Mordo, mas não mastigo.
Nascer é para muitos; Viver é para os 'bons'.
Os 'bons' não precisam amar.
O amor escolhe os muitos. Nós nunca escolhemos.
Queria não gostar. Queria saber esquecer. Queria me desligar.
Por um segundo viver. Prazer!
Inatingível, inatingível êxtase.
Não! Não quero vomitar os outro, quero que eles me vomitem.
Palavras não me ferem mais. Pessoas me cansam.
O desejo continuo nunca realizado.
Os pensamentos que ficam entalados na garganta.
A pólvora que queima mas não explode.
Arrependimento e silêncio.
Noites perdidas (ou não) entre devaneios constantes.
não sei mais o que saber. Por vezes deixo de me entender.
Prefiro minha ausência ao meu comportamento um tanto quanto fútil, misturando infantilidade e hostilidade,
Profanos inconsoláveis, insanos sonolentos, donzelas psicopatas, bêbados loucos, viúvas sujas, amigos: desejo-lhes um bom sexo grupal e depois, se quiserem compartilhar uma xícara de café, ou um copo de vinho, ou simplesmente me contar como foi seu dia, estarei aqui, sem fazer nada, como sempre!
o amante esquece o amor. e eu? eu continuo a mesma!
Céus desabam sobre mim. Perpétua e limitada a sensação desesperadora de fuga intangível.
Dor e contentamento. Conformismo e contradição.
Aceitar é um erro.
Amigo, tenha medo! Mordo, mas não mastigo.
Nascer é para muitos; Viver é para os 'bons'.
Os 'bons' não precisam amar.
O amor escolhe os muitos. Nós nunca escolhemos.
Queria não gostar. Queria saber esquecer. Queria me desligar.
Por um segundo viver. Prazer!
Inatingível, inatingível êxtase.
Não! Não quero vomitar os outro, quero que eles me vomitem.
Palavras não me ferem mais. Pessoas me cansam.
O desejo continuo nunca realizado.
Os pensamentos que ficam entalados na garganta.
A pólvora que queima mas não explode.
Arrependimento e silêncio.
Noites perdidas (ou não) entre devaneios constantes.
não sei mais o que saber. Por vezes deixo de me entender.
Prefiro minha ausência ao meu comportamento um tanto quanto fútil, misturando infantilidade e hostilidade,
Profanos inconsoláveis, insanos sonolentos, donzelas psicopatas, bêbados loucos, viúvas sujas, amigos: desejo-lhes um bom sexo grupal e depois, se quiserem compartilhar uma xícara de café, ou um copo de vinho, ou simplesmente me contar como foi seu dia, estarei aqui, sem fazer nada, como sempre!
Assinar:
Postagens (Atom)
