Mostrando postagens com marcador frio e vazio.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador frio e vazio.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

how to be alone

If you are at first lonely, be patient.

If you’ve not been alone much, or if when you were, you weren’t okay with it, then just wait. You’ll find it’s fine to be alone once you’re embracing it.

We can start with the acceptable places, the bathroom, the coffee shop, the library, where you can stall and read the paper, where you can get your caffeine fix and sit and stay there. Where you can browse the stacks and smell the books; you’re not supposed to talk much anyway so it’s safe there.

There is also the gym, if you’re shy, you can hang out with yourself and mirrors, you can put headphones in.

Then there’s public transportation, because we all gotta go places.

And there’s prayer and mediation, no one will think less if your hanging with your breath seeking peace and salvation.

Start simple. Things you may have previously avoided based on your avoid being alone principles.

The lunch counter, where you will be surrounded by “chow downers”, employees who only have an hour and their spouses work across town, and they, like you, will be alone.

Resist the urge to hang out with your cell phone.

When you are comfortable with “eat lunch and run”, take yourself out for dinner; a restaurant with linen and Silverware. You’re no less an intriguing a person when you are eating solo desert and cleaning the whip cream from the dish with your finger. In fact, some people at full tables will wish they were where you were.

Go to the movies. Where it’s dark and soothing, alone in your seat amidst a fleeting community.

And then take yourself out dancing, to a club where no one knows you, stand on the outside of the floor until the lights convince you more and more and the music shows you. Dance like no one’s watching because they’re probably not. And if they are, assume it is with best human intentions. The way bodies move genuinely to beats, is after-all, gorgeous and affecting. Dance until you’re sweating. And beads of perspiration remind you of life’s best things. Down your back, like a book of blessings.

Go to the woods alone, and the trees and squirrels will watch for you. Go to an unfamiliar city, roam the streets, they are always statues to talk to, and benches made for sitting gives strangers a shared existence if only for a minute, and these moments can be so uplifting and the conversation you get in by sitting alone on benches, might of never happened had you not been there by yourself.

Society is afraid of alone though. Like lonely hearts are wasting away in basements. Like people must have problems if after awhile nobody is dating them.

But lonely is a freedom that breathes easy and weightless, and lonely is healing if you make it.

You can stand swathed by groups and mobs or hands with your partner, look both further and farther in the endless quest for company.

But no one is in your head. And by the time you translate your thoughts an essence of them maybe lost or perhaps it is just kept. Perhaps in the interest of loving oneself, perhaps all those “sappy slogans” from pre-school over to high school groaning, we’re tokens for holding the lonely at bay.

Cause if you’re happy in your head, then solitude is blessed, and alone is okay.

It’s okay if no one believes like you, all experiences unique, no one has the same synapses, can’t think like you, for this be relived, keeps things interesting, life’s magic things in reach, and it doesn’t mean you aren’t connected, and the community is not present, just take the perspective you get from being one person in one head and feel the effects of it.

Take silence and respect it.

If you have an art that needs a practice, stop neglecting it, if your family doesn’t get you or a religious sect is not meant for you, don’t obsess about it.

You could be in an instant surrounded if you need it.

If your heart is bleeding, make the best of it.

There is heat in freezing, be a testament.

terça-feira, 16 de junho de 2009

pois é.

agora a vida volta ao normal.
Vamos ver no que vai dar...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Correnteza

O sangue escorre pelas veias azuis que intensificam a palidez dos meus braços me deixando mais vulnerável mesmo que involuntariamente.
Com ele, passam os dias e os amores e só restam dúvidas pairando, sorumbáticas, no feixe de luz que invade o quarto pela janela numa manhã clara e aconchegante de quarta-feira pós-transtorno.
Palmas avançam tomando conta de todo o espaço que tem cheiro de tabaco queimado e café esfriando.
Não há viv'alma além de mim por aqui, mas ouço respirações vindas de outros corpos, mas talvez só seja efeito de tantos copos; eu não me importo agora.
Preciso de um pouco de certeza pra poder continuar sem tropeçar nas minhas próprias escolhas tortas que parecem justificar o caminho que segue a vida lamuriosa na corda bamba do destino.
Minha vida não tem guarda-chuva para se equilibrar, nem grandes feitos dos quais lembrar, nem mesmo um alicerce pra se apoiar.
E é quando o outono começa que percebemos o quão sozinhos estamos.
E as coisas parecem piorar quando há sol, vento, amor e saudade.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Como diria um amigo meu

e outros tantos por aí: A tendência é piorar!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Well

How can they see the love in our eyes
And still they don't believe us?
And after all this time
They don't want to believe us...
And if they don't believe us now
Will they ever believe us?
And when you want to Live
How do you start?
Where do you go?
Who do you need to know?

terça-feira, 24 de junho de 2008

falando mal sobre o cocô da vespa

Percorro caminhos libidinosos sempre a procura de algo que me faça mal. Substituo palavras e finjo conjecturas. Adormeço em poças de sangue e sonho com crueldades mortas. Lembro-me de sombras esguias e lamento a pureza dos sentidos. Engulo partes inteiras de fragmentos de um inverno passado e mastigo pouco os pedaços de língua a mim destinados. Quebro costelas e aspiro pulmões ocos. Sangro sorrisos machucados e observo - quieta - o grande caos no qual me encontro. Mergulho nas madrugadas insanas e escuras que estendem-se pela eternidade de umas horas e sofro por antecipação. Eu lamento minha desesperança genuína em frente aos demônios que escorrem pelas janelas da alma de outrem e derreto meus projetos desfigurados pela luz púrpura do neon que brilha no letreiro da esquina. Sigo, a passos rápidos, os gatos de rua que são mais sinceros que qualquer outro e rastejo entre as verdades cuspidas pelos pobres de espírito. choro lágrimas doidas quando o sol desaparece no meu interior e abandono qualquer sintoma de saudade. Bebo doses pesadas de amores vazios e injeto um pouco de ar doce em minhas veias.

domingo, 1 de junho de 2008

Sem saber

Meu coração, outrora flamejante, cheira a tabaco mastigado e cuspido. Um tanto lírico e melancólico, risonho e molhado; sádico. Bizarro. Espirra um show de horrores e vomita minhas entranhas em olhares desvairados ao mundo e aos meus.
Minhas mãos tremem mais que as folhas em noites tempestuosas, um tanto abstinentes e sensuradas, com unhas em vermelho-sangue-pisado à procura de costelas quentes e duras, que hoje são mais distantes que o céu que nem parece tão infinito sem estrelas.
Nuca nua e tempo acelerado - que me deixa pra trás, sedenta por uma língua. Mendicante. Olhos vidrados, trincados, exangues. Respiração ofegante que me lota de expectativa num dia frio e atemporal, um tanto umido também, onde a menor faísca de esperança é um mero detalhe.
As cores soam triste e vazias e meus amores nem ruídos têm mais.
Nada a fazer. Ou muita coisa. Vai saber...
Talvez seja só esperar, respirar e seguir. Talvez seja só desistir.
Mas não. ah! não pra mim.
Porque eu não tenho todo o tempo do mundo.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

feriado 1

Quando não tenho nada mais interessante pra fazer, eu como.
Feriados, agora, só servem pra engordar.
Preciso dar mais vida aos meus dias, por mais cinzas e frios que eles sejam!

quero aquela minha vida de volta, aquela vida que me roubaram!

eu odeio todos esses invejosos filhosdaputa!

Vocês conseguiram, enfim.
Mas meu coração ninguém rouba de mim!

domingo, 20 de abril de 2008

blablabla

É domingo, e já é tarde demais pra reanimar qualquer esperança, porque o céu está escuro, as horas estão rastejando e as pessoas não entendem, não entendem que eu posso me guiar pelos meus próprios pés e que eu não faço mal a ninguém vivendo meus poucos dias de paz do jeito que eu bem quiser.
Agora, diante de um dia frio e molhado, saboreio uns goles longos de café pra ver se sai o gosto vago de cinzas e chuva da minha boca seca e um tanto mendicante, que implora por saliva nova e uns sorrisos de satisfação.
A Lua está se dissolvendo escondida, sumindo pra sempre num infinito espelhado de fantasmas e formas e fontes e figuras e faíscas de fogo, pra voltar daqui a um tempo num espaço atemporal onde meus olhos cansados se fecham pra fingir não ver que a lua vai e chega e eu continuo a mesma, com as mesmas aflições e os mesmos problemas, com as mesmas palavras entaladas e os mesmo espinhos atravessados na garganta que me impedem de gritar pro mundo inteiro que a única coisa que eu quero é sentir a vibração passar pelo meu sangue levando um pouco de brilho até o topo da minha alma exalando um cheiro bem típico de quem vive o que quer viver sem se preocupar com o amanhã que nunca brota do orvalho da madrugada insana que fica empossado nas folhas mais verdes que me lembram os mais belos globos oculares que me olham diretamente no fundo das janelas da alma e me aquecem mesmo quando o frio é cortante e os dedos congelam e quando o dia parece perdido em meio a um turbilhão de coisas e poluição e fumaça e quando eu só precisava de um pouco de carinho pra consertar minha coluna estragada e meu pescoço tenso e meus músculos contraídos.
É domingo, agora existem vestígios de café e solidão e amor dentro de mim e só, mas amanhã é feriado e eu não posso desistir!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

bem típico:

Comendo nuggets com queijo. A ponta do meu dedo está queimada e a chuva não pára de cair. Rola yeah yeah yeahs de fundo (tsuu.pa.tsuu.tsuu.pa) e tem um caderno aberto na minha frente. Não sai nada de mim... e também não entra (infelizmente).
É engraçado como criar expectativas sempre fode com tudo. É engraçado perceber que meus dias vão embora sem me levar.
A noite tá quase acabando, a música também. Os nuggets já se foram. Todos.
Então, como sempre, o que sobrou não foi nada além de uma tela acesa, uma alma sozinha, uma folha em branco e pedaços de chocolate derretendo dentro do meu peito.

sábado, 22 de março de 2008

Saturday nights have been lonely

Sábado pós sexta-feira da paixão.
Jesus morreu pela milésima(...) vez e os turistas vieram ajudar a economia da cidade.
Carros na contra mão e gente demais pra pouco espaço.
Muitos olhos focando o nada, fingindo estarem tristes por um cara que morreu pelos pecados deles, mas não pelos meus.
- Se os meus pecados eu pago agora, não há porque lamentar (festejar?).

A Lua estava linda, brilhando como nunca, triste e sozinha como sempre.
Lá em cima, longe de tudo e de todos, onde eu queria estar.
As nuvens de chumbo teimaram, mas não derramaram lágrimas.
Já eu... ah! eu o fiz, de novo. Porque é desesperador ter o mundo nos bolsos e não poder tê-lo nas mãos. Porque é destruidor saber que quero, mas não posso. Porque eu não sei mais o que fazer!
E enquanto o resto do mundo orava, eu só queria que minha sexta-feira da paixão não terminasse.
Porque eu estava quase onde eu queria estar.
Quase.
Faltava pouco. Bem pouco.
Talvez mais uns passos...
pra longe.

domingo, 16 de março de 2008

Conclusão

Não são nem nove horas e meu final de semana acabou.
Não vejo a hora de ter minhas coisas de volta.. entre elas, o tempo.
Gostaria de dormir a tarde, ficar encarando o teto do meu quarto no escuro e poder passar o cadarço no meu tênis.
Preciso assistir a uma chuva mesclada com o pôr do sol, tomar um café e ler.
Adoraria sentir uma barra de chocolate derretendo na minha boca, sentar em algum canto e sentir o cheiro do dia passando por mim e tomar uma lata de refrigerante sem pensar na celulite.
Queria ter minha inocência de volta. Queria que fosse fácil assim. Queria voltar pra dentro de mim... onde era quente e não existiam a solidão e a dependência.

sábado, 15 de março de 2008

sábado chuvoso

Chuva que não pára. Só pinga.
E é sábado.
Um sábado sem céu azul na janela, sem sol queimando os olhos, sem refrigerante no canudinho ou algo que o valha.
É só um sábado a mais... ou um dia a menos. Você não escolhe, só existe. Passa pensando que vive.
Eu aqui, trancada no quarto, diante de uma folha de sulfite e de uma caixa de "ecolápisdecor" com 24 opções diferentes e eu só queria usar o verde. O verde pra pintar uns olhos; mas ele sempre vem acompanhado do roxo, a cor da saudade... ah! E eles combinam tanto, tanto que até machuca.
Também existe um livro do burroughs e outro do kerouac... e eu não consigo criar. Não consigo. Simples e doído assim. Sem conseguir.
Escolho o branco pra rabiscar sem se ver. Rabisco. Nada. Ainda grito por dentro, um grito azul, azul como devia ser o céu nesse sábado cinza.
O vermelho não me lembra sangue e o preto me lembra café.
Eu observo com olhos tristes e violetas um dia que devia ter um arco-íris, mas é como se todos os lápis estivessem sem ponta. E estão.
Pontiagudo, aqui, só o som.
O som das gotas lá fora... traçando meu dia numa folha de papel, onde a unica cor que funciona é a cor da chuva... a cor transparente do nada que sinto agora.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Peso nos pulmões

Estou cansada. Cansada mental e fisicamente.
Meus pulmões andam pesados e minha sanidade perturbada.
Não tenho pra onde fugir. Todos os caminhos que eu crio me levam pro mesmo lugar, sempre.
Eu tô tentando, de verdade, manter tudo em ordem, mas sozinha eu nao consigo.
Meus sonhos estão envelhecendo, meus dias estão se prolongando e minhas costas estão fodidas como sempre, como nunca!
E eu preciso de tranquilidade e de liberar essa fumaça que tá dentro de mim.
Preciso deixar meu orgulho de lado e colocar as cartas na mesa.
Eu preciso de muita coisa, mas não tenho nada. Nada. Não mais.
Eu pensei, uma vez, que o mundo me pertencia.
Mas não, ele pertence aos outros. Aos outros aos quais eu também pertenço.
O mundo só vai ser meu quando eu conseguir minha liberdade. Quando eu conseguir me livrar do meu orgulho e do meu pré-conceito em relação a tudo e a todos.
Mas eu não sou forte o bastante. Não agora, pelo menos.
Amanhã, quem sabe?
Agora só quero dormir e esquecer de todo o resto que tá me machucando tanto.
Agora eu só queria a tranquilidade de outrora.
Agora eu só queria voltar ao que eu era antes.
Luz, camera, ação.
Mentiras. Mais um dia.
bons sonhos, queridos.
Divirtam-se bastante, enquanto eu lamento minha solidão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A vida é um soco.

Um soco na porra do estomago dolorido. Um soco nos olhos fundos de noites mal dormidas. Um soco nos joelhos fudidos. Um soco na boca seca, pedinte, adormecida.
Parece que quando mais você precisa de você mesmo mais o mundo te machuca. Eu tô sangrando, por dentro e por fora. Eu to gritando sem ninguém me escutar. Eu to me atormentando com as coisas mais banais.
E não é assim que eu sou. Não é assim que quero ser.
Quero voltar à minha essencia de outrora. Quero acreditar que o céu, à qualquer hora do dia, pode me proporcionar a visão mais sublime... e que ele acaba rápido e que eu tenho que aproveitar.
Mas eu fico quieta, observando, desvairando, enlouquecendo, sozinha.
O dia continua amanhecendo escuro. Nada frio.
O arrebol me entorpece, anestesia, por pouco tempo.
Minha vista embaça, aos poucos, até a escuridão tomar tudo por completo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cinzas

Uma hora a pólvora esquecida tem que explodir.
Acontece geralmente quando jogam fogo, e atiçam as faíscas.
Depois de tanto auto-flagelo o corpo já não agüenta mais. Ele sangra desnorteado e suplica por noites de sono bem sonhado. Apodrece estendido, exangue, no colchão duro, observando a noite, obrigado a conviver com a solidão do escuro esquecido.
Lateja, formiga, adormece. Tudo muito superficialmente. Tudo muito aniquilante.
A alma, outrora forte, já não mais sente, apenas existe. E de existir está cheia!
Quer liberdade! Quer tranqüilidade! Quer esquecer o mundo ao fechar os olhos e quer enxergar beleza ao abri-los.
Mas quando é impossível, quando botam fogo na pólvora adormecida, quando todo o resto te espanca o bastante pra te fazer cair, a única saída é aceitar o que resta. A única saída é aceitar o pó.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Existem coisas que deviam durar pra sempre. Coisas e sentimentos. Coisas e pessoas. Devia, na verdade, existir um pra sempre. Um pra sempre que nunca acabasse.
Mas a única coisa que eu escuto, além do barulho insistente da chuva lá fora, é a voz rouca da Cássia Eller: "Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba?"

estão tirando de mim tudo o que eu tenho de mais precioso...
Esses filhosdaputa estão fazendo meu coração derreter!!!

eu preciso dormir
e eu preciso sentir algumas pessoas bem perto de mim
bem perto
MUITO perto mesmo

Enlouquecendo...

Eu meio perdida. Inerte. Desvairando no meu universo paralelo. Me intrigando com os pequenos detalhes todas as noites e amanhecendo mais fraca. Cuspindo sangue e tomando remédios contra a dor que sai do meu útero e atinge meus neurônios adormecidos.
Overdoses.
De tudo! Carência e amores. Insônia e medo.
Necessidade latente. Me afogo nos meus tormentos adormecidos e finjo esquecer meus demônios atraentes e selvagens.
Mais uma dose... em menos de uma hora. 35 gotas, mais 20. Dá bastante coisa. Sem água dessa vez, pra ver se funciona.
A dor insiste. Pira. Quase desmaio. Adoraria.
Olhos arregalados esforçando-se pra enxergar algo onde só existe o escuro... e o silêncio.
Chove dentro de mim, e fora só há vestígios. Céu sem cor e sem estrelas. Nuvens de chumbo. Eu grito um horror abafado. Não existe afago nem compreensão. Muito menos carinho. Só desilusão. Sozinho.
Visualizo meus receios concretizando-se em atos. Personifico meus desejos e tormentos.
Meu tato no breu não funciona, tal como meu olfato e qualquer outro sentido.
É quieto demais fora de mim, tenho medo de me perder de novo. É sombrio e frio. Alucinante!
Abraços e sorrisos ausentes.
Ele pertence ao mundo e a todas as suas delicias. Eu hospedo-me na desculpa mais próxima.
Um belo contraste. Atraente e excitante. Inebriante.
Na noite desvairada e sem lua ele se perde... e eu vomito.
Gosto de tentar dormir pensando que é sincero...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

ilhada

É bonito ver as cargas elétricas despencando das nuvens de veludo. Descem com graça e leveza e anunciam à noite o tormento que está pra chegar. Afugentam as estrelas com o barulho e iluminam a noite sem lua com rastros de luz que duram menos que um orgasmo.
Chovem gotas grossas e frias, como lágrimas doces vindas de algum lugar... Ventos uivantes esfriam o ar já muito úmido de uma noite outrora quente.
eu só observo; contemplando quieta todo caos indiferente que me envolve, nesse cosmos que sangra desilusão e suplica por mais esperança. Eu quase desisto, por ser tudo tão frio e sozinho.
As nuvens, agora, já cobrem tudo. Eu brindo com o vácuo, um gole de silêncio, comemorando minha solidão cortante, enlouquecedora, quase homicida.
Levanto a taça já vazia. Tudo me remete a lembranças. eu choro, sangro e grito por dentro. Olho. confundem-se carência e vingança, com a água da chuva que balança a da piscina. Lágrimas e vento, tudo mais ou menos com o mesmo gosto.
Dedico mais um gole, agora para os segundos que perduram pela eternidade dos meus dias de tempestades internas; aquelas que me piram, porque é tudo muito quieto, um tanto triste e salgado. Me jogo na água doce, pensando me livrar dos demônios amargos. Durmo, afundo e não sonho, mais uma vez.

Churrasqueira sem luz, 16 de janeiro de 2008