Meu coração, outrora flamejante, cheira a tabaco mastigado e cuspido. Um tanto lírico e melancólico, risonho e molhado; sádico. Bizarro. Espirra um show de horrores e vomita minhas entranhas em olhares desvairados ao mundo e aos meus.
Minhas mãos tremem mais que as folhas em noites tempestuosas, um tanto abstinentes e sensuradas, com unhas em vermelho-sangue-pisado à procura de costelas quentes e duras, que hoje são mais distantes que o céu que nem parece tão infinito sem estrelas.
Nuca nua e tempo acelerado - que me deixa pra trás, sedenta por uma língua. Mendicante. Olhos vidrados, trincados, exangues. Respiração ofegante que me lota de expectativa num dia frio e atemporal, um tanto umido também, onde a menor faísca de esperança é um mero detalhe.
As cores soam triste e vazias e meus amores nem ruídos têm mais.
Nada a fazer. Ou muita coisa. Vai saber...
Talvez seja só esperar, respirar e seguir. Talvez seja só desistir.
Mas não. ah! não pra mim.
Porque eu não tenho todo o tempo do mundo.
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domingo, 1 de junho de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
Vamos para a cachoeira
Vamos casar, ter filhos. Vamos pra Cachoeira! Vamos mudar o mundo em plena sexta-feira!
Vamos casar, ter filhos. Vamos pra Cachoeira!Vamos fazer um filme e ganhar estatuetas!
Vamos casar, ter filhos. Vamos mudar de planos! Fazer um rave trance e regravar Caetano!
Vamos casar, ter filhos e mais tudo aquilo que já sabemos de cor!
domingo, 20 de abril de 2008
blablabla
É domingo, e já é tarde demais pra reanimar qualquer esperança, porque o céu está escuro, as horas estão rastejando e as pessoas não entendem, não entendem que eu posso me guiar pelos meus próprios pés e que eu não faço mal a ninguém vivendo meus poucos dias de paz do jeito que eu bem quiser.
Agora, diante de um dia frio e molhado, saboreio uns goles longos de café pra ver se sai o gosto vago de cinzas e chuva da minha boca seca e um tanto mendicante, que implora por saliva nova e uns sorrisos de satisfação.
A Lua está se dissolvendo escondida, sumindo pra sempre num infinito espelhado de fantasmas e formas e fontes e figuras e faíscas de fogo, pra voltar daqui a um tempo num espaço atemporal onde meus olhos cansados se fecham pra fingir não ver que a lua vai e chega e eu continuo a mesma, com as mesmas aflições e os mesmos problemas, com as mesmas palavras entaladas e os mesmo espinhos atravessados na garganta que me impedem de gritar pro mundo inteiro que a única coisa que eu quero é sentir a vibração passar pelo meu sangue levando um pouco de brilho até o topo da minha alma exalando um cheiro bem típico de quem vive o que quer viver sem se preocupar com o amanhã que nunca brota do orvalho da madrugada insana que fica empossado nas folhas mais verdes que me lembram os mais belos globos oculares que me olham diretamente no fundo das janelas da alma e me aquecem mesmo quando o frio é cortante e os dedos congelam e quando o dia parece perdido em meio a um turbilhão de coisas e poluição e fumaça e quando eu só precisava de um pouco de carinho pra consertar minha coluna estragada e meu pescoço tenso e meus músculos contraídos.
É domingo, agora existem vestígios de café e solidão e amor dentro de mim e só, mas amanhã é feriado e eu não posso desistir!
Agora, diante de um dia frio e molhado, saboreio uns goles longos de café pra ver se sai o gosto vago de cinzas e chuva da minha boca seca e um tanto mendicante, que implora por saliva nova e uns sorrisos de satisfação.
A Lua está se dissolvendo escondida, sumindo pra sempre num infinito espelhado de fantasmas e formas e fontes e figuras e faíscas de fogo, pra voltar daqui a um tempo num espaço atemporal onde meus olhos cansados se fecham pra fingir não ver que a lua vai e chega e eu continuo a mesma, com as mesmas aflições e os mesmos problemas, com as mesmas palavras entaladas e os mesmo espinhos atravessados na garganta que me impedem de gritar pro mundo inteiro que a única coisa que eu quero é sentir a vibração passar pelo meu sangue levando um pouco de brilho até o topo da minha alma exalando um cheiro bem típico de quem vive o que quer viver sem se preocupar com o amanhã que nunca brota do orvalho da madrugada insana que fica empossado nas folhas mais verdes que me lembram os mais belos globos oculares que me olham diretamente no fundo das janelas da alma e me aquecem mesmo quando o frio é cortante e os dedos congelam e quando o dia parece perdido em meio a um turbilhão de coisas e poluição e fumaça e quando eu só precisava de um pouco de carinho pra consertar minha coluna estragada e meu pescoço tenso e meus músculos contraídos.
É domingo, agora existem vestígios de café e solidão e amor dentro de mim e só, mas amanhã é feriado e eu não posso desistir!
sábado, 12 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
bem típico:
Comendo nuggets com queijo. A ponta do meu dedo está queimada e a chuva não pára de cair. Rola yeah yeah yeahs de fundo (tsuu.pa.tsuu.tsuu.pa) e tem um caderno aberto na minha frente. Não sai nada de mim... e também não entra (infelizmente).
É engraçado como criar expectativas sempre fode com tudo. É engraçado perceber que meus dias vão embora sem me levar.
A noite tá quase acabando, a música também. Os nuggets já se foram. Todos.
Então, como sempre, o que sobrou não foi nada além de uma tela acesa, uma alma sozinha, uma folha em branco e pedaços de chocolate derretendo dentro do meu peito.
É engraçado como criar expectativas sempre fode com tudo. É engraçado perceber que meus dias vão embora sem me levar.
A noite tá quase acabando, a música também. Os nuggets já se foram. Todos.
Então, como sempre, o que sobrou não foi nada além de uma tela acesa, uma alma sozinha, uma folha em branco e pedaços de chocolate derretendo dentro do meu peito.
Seção:
dia a dia,
dia molhado,
dúvidas em demasia,
frio e vazio.,
loucura
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