Dizem que tô louco
Por te querer assim
Por pedir tão pouco
E me dar por feliz
Em perder noites de sono
Só pra te ver dormir
E me fingir de burro
Pra você sobressair
Dizem que tô louco
Que você manda em mim
Mas não me convencem, não
Que seja tão ruim
Que prazer mais egoísta
O de cuidar de um outro ser
Mesmo se dando mais
Do que se tem pra receber
E é por isso que eu te chamo
Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo.
domingo, 15 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
prévio
É como se tudo desmontasse. Um quebra-cabeça de possibilidades e nãos. O dia nasce e morre e com ele vão embora pedaços meus.
Amanhã é mais um, mais outro, sozinho e nebuloso, errado, rastejante, pífio.
Num universo repleto de caminhos, eu sempre escolhi o que me levou pro pior e melhor lado da vida. A vertente grata, seca, escorregadia. O muro de concreto amarelo. O arco-iris de quantas cores eu quisesse. A dor que acalmava, o sorriso que afligia. As mãos mais doces, os beijos mais macios e então, por fim, a desilusão e o amor, que andam juntos - paralelos - pra sempre, ou pra nunca.
Não tenho onde anotar meu recortes sangrados, muito menos onde guardar meus desejos não realizados. Só me restam a memória e as águas, os olhos frígidos e o semblante cansado. Me restam poucos momentos de paz diante de semanas inteiras de caos.
Cacos. Barulho. Ressurreição.
E musgos nascem onde outrora brilhava alguma luz.
Amanhã é mais um, mais outro, sozinho e nebuloso, errado, rastejante, pífio.
Num universo repleto de caminhos, eu sempre escolhi o que me levou pro pior e melhor lado da vida. A vertente grata, seca, escorregadia. O muro de concreto amarelo. O arco-iris de quantas cores eu quisesse. A dor que acalmava, o sorriso que afligia. As mãos mais doces, os beijos mais macios e então, por fim, a desilusão e o amor, que andam juntos - paralelos - pra sempre, ou pra nunca.
Não tenho onde anotar meu recortes sangrados, muito menos onde guardar meus desejos não realizados. Só me restam a memória e as águas, os olhos frígidos e o semblante cansado. Me restam poucos momentos de paz diante de semanas inteiras de caos.
Cacos. Barulho. Ressurreição.
E musgos nascem onde outrora brilhava alguma luz.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
fragmento de um dia
A Lua me seguia lá do alto, exibindo um sorriso amarelo como de quem está triste sem querer mostrar. Parecia estar tentando dividir sua dor com qualquer alma que lhe encarasse com um brilho no olhar.
Numa noite estrelada, o faixo de lua era um coadjuvante sozinho e esquecido. Cansada de existir.
Mas mal sabia ela, pobrezinha, que mais triste era eu... por não ter nem quem seguir.
* Vida Louca, Vida Intensa. Uma viagem pela contracultura
SESC Pompéia, até 22 de junho.
Numa noite estrelada, o faixo de lua era um coadjuvante sozinho e esquecido. Cansada de existir.
Mas mal sabia ela, pobrezinha, que mais triste era eu... por não ter nem quem seguir.
* Vida Louca, Vida Intensa. Uma viagem pela contracultura
SESC Pompéia, até 22 de junho.
domingo, 1 de junho de 2008
Sem saber
Meu coração, outrora flamejante, cheira a tabaco mastigado e cuspido. Um tanto lírico e melancólico, risonho e molhado; sádico. Bizarro. Espirra um show de horrores e vomita minhas entranhas em olhares desvairados ao mundo e aos meus.
Minhas mãos tremem mais que as folhas em noites tempestuosas, um tanto abstinentes e sensuradas, com unhas em vermelho-sangue-pisado à procura de costelas quentes e duras, que hoje são mais distantes que o céu que nem parece tão infinito sem estrelas.
Nuca nua e tempo acelerado - que me deixa pra trás, sedenta por uma língua. Mendicante. Olhos vidrados, trincados, exangues. Respiração ofegante que me lota de expectativa num dia frio e atemporal, um tanto umido também, onde a menor faísca de esperança é um mero detalhe.
As cores soam triste e vazias e meus amores nem ruídos têm mais.
Nada a fazer. Ou muita coisa. Vai saber...
Talvez seja só esperar, respirar e seguir. Talvez seja só desistir.
Mas não. ah! não pra mim.
Porque eu não tenho todo o tempo do mundo.
Minhas mãos tremem mais que as folhas em noites tempestuosas, um tanto abstinentes e sensuradas, com unhas em vermelho-sangue-pisado à procura de costelas quentes e duras, que hoje são mais distantes que o céu que nem parece tão infinito sem estrelas.
Nuca nua e tempo acelerado - que me deixa pra trás, sedenta por uma língua. Mendicante. Olhos vidrados, trincados, exangues. Respiração ofegante que me lota de expectativa num dia frio e atemporal, um tanto umido também, onde a menor faísca de esperança é um mero detalhe.
As cores soam triste e vazias e meus amores nem ruídos têm mais.
Nada a fazer. Ou muita coisa. Vai saber...
Talvez seja só esperar, respirar e seguir. Talvez seja só desistir.
Mas não. ah! não pra mim.
Porque eu não tenho todo o tempo do mundo.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Two can be complete without the rest of the world
Two can be complete without the rest of the world
Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation that has nothing to say
All the boys could never make me love them the way I love you
Can't you see the sky is not the limit no more?
I can see the elevator crashed trough the floor
I can still see yesterday sailing away
Seven billion people who got nothing to say
Are you coming on to me?
I saw your face then I heard that song
It was so inviting it hurt my bones
Well it looks like you but your eyes are grey
And your hair is gone but your mind's okay
Yes I like your smile but your forehead's cold
I don't want you to be afraid and go
I would cheat and lie and steal now
But I'll stay at home and kneel for you
I was waiting
For my baby, to arrive
Right by my side
Oh please
Leave me alone tonight
Forget the past
Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation of entertainers to blame
The light is red
The camera's on.
Get yourself a lawyer and a gun.
Hate your friend's new friends like everyone.
Childhood's end can be so competitive,
Oh sky's not the limit and your never gonna guess what is...
Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation that has nothing to say
All the boys could never make me love them the way I love you
Can't you see the sky is not the limit no more?
I can see the elevator crashed trough the floor
I can still see yesterday sailing away
Seven billion people who got nothing to say
Are you coming on to me?
I saw your face then I heard that song
It was so inviting it hurt my bones
Well it looks like you but your eyes are grey
And your hair is gone but your mind's okay
Yes I like your smile but your forehead's cold
I don't want you to be afraid and go
I would cheat and lie and steal now
But I'll stay at home and kneel for you
I was waiting
For my baby, to arrive
Right by my side
Oh please
Leave me alone tonight
Forget the past
Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation of entertainers to blame
The light is red
The camera's on.
Get yourself a lawyer and a gun.
Hate your friend's new friends like everyone.
Childhood's end can be so competitive,
Oh sky's not the limit and your never gonna guess what is...
sábado, 17 de maio de 2008
furor
Em cima da mesa,
uns copos cheios de amores vazios
e um pouco de espuma e restos.
Dentro de mim,
a desesperança genuína -
que não esconde-se mais
refletida nas lágrimas bêbadas que dançam pelo semblante
rubro e triste, um pouco envelhecido pelas olheiras azuis.
Perto da mão,
jaz todo o destino coberto pelo nimbo que vaga pelo céu
que hoje não passa de uma massa um tanto insípida,
porque aqui não existe mais cor.
Embaixo do coração,
pulsa a violenta vontade de acordar
e ver que tudo não passou de um monte de frascos repletos de ilusão
e que a vida continua por mais que a tv esteja chiando.
Ao redor dos olhos,
sombras atacam sem piedade
a garota que mora ao lado
e que eu nunca vi.
Grudadas no céu,
acendem-se estrelas frias
que ao longe rimam com vagalumes
e gritam em uníssono, ao mundo,
que as coisas não passam de mentiras piedosas.
Entre minha cabeça e meus medos
estão todos os dissabores desta passagem amarga
repleta de reminiscências e condolências,
sobre tudo e ao nada...
E nas entrelinhas das minhas tortas palavras
está escondido todo o sentimento meu
que nunca morrerá,
por mais que o veneno seja forte e a solidão, enlouquecedora.
uns copos cheios de amores vazios
e um pouco de espuma e restos.
Dentro de mim,
a desesperança genuína -
que não esconde-se mais
refletida nas lágrimas bêbadas que dançam pelo semblante
rubro e triste, um pouco envelhecido pelas olheiras azuis.
Perto da mão,
jaz todo o destino coberto pelo nimbo que vaga pelo céu
que hoje não passa de uma massa um tanto insípida,
porque aqui não existe mais cor.
Embaixo do coração,
pulsa a violenta vontade de acordar
e ver que tudo não passou de um monte de frascos repletos de ilusão
e que a vida continua por mais que a tv esteja chiando.
Ao redor dos olhos,
sombras atacam sem piedade
a garota que mora ao lado
e que eu nunca vi.
Grudadas no céu,
acendem-se estrelas frias
que ao longe rimam com vagalumes
e gritam em uníssono, ao mundo,
que as coisas não passam de mentiras piedosas.
Entre minha cabeça e meus medos
estão todos os dissabores desta passagem amarga
repleta de reminiscências e condolências,
sobre tudo e ao nada...
E nas entrelinhas das minhas tortas palavras
está escondido todo o sentimento meu
que nunca morrerá,
por mais que o veneno seja forte e a solidão, enlouquecedora.
terça-feira, 6 de maio de 2008
pois é
O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, "esse lugar confuso", o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida.
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
sábado, 3 de maio de 2008
querida,
Precisamos nos encontrar de novo, qualquer dia desses, pra tomar umas cervejas e rir das besteiras que andamos fazendo de nossas vidas um tanto nossas demais para ficarmos longe uma da outra.
Hoje sonhei que fui pra longe e que não disse tchau, e na hora de voltar eu não consegui. Foi assim, rápido demais pra tentar lutar contra.
Creio que precisamos descansar, parar de nos preocupar com coisa pouca porque pecado mesmo é não viver a vida, não é? Precisamos nos gostar mais, nos olhar mais, nos sentir mais pra sermos inteiramente livres e capazes de fazer o que quisermos, porque só quem se conhece pode dominar a si mesmo e ao mundo ao redor.
O resto todo é grande, mas bem sei que somos mais fortes que eles, juntas, e que somos donas dos valores mais preciosos, dos sorrisos mais sinceros e dos olhos mais puros. Somos donas da lua e temos o mundo na palma da mão e tudo o que precisamos nos bolsos.
Vai ser sempre amor, sempre intenso, sempre eterno, se assim quiser.
Sinto falta das nossas tardes compartilhadas, entre livros e cafés, entre sonhos e cheiros, entre musicas e infinitos. Não sabemos o que nos espera, mas não vale a pena esperar, porque a vida é curta e o futuro está logo ali com uma arma na mão, pronto pra nos matar e cuspir na nossa cara, zombando do mais novo trouxa pego por ele.
Meu bem, a vida é bonita, está na hora de perceber que mais valem as montanhas do que o dinheiro, mais vale o céu do que as mentiras, mais vale a cor do que os humanos, mais vale você do que qualquer coisa que qualquer outra pessoa queira te dar (ou tirar), porque és livre, és dona de si e ninguém pode mudar isso.
Um dia alguém me disse que somos o que há de melhor a partir do momento que pensamos assim; e não está na hora de se afogar achando que tudo está perdido, porque não está. Ainda é cedo! Cedo! E, se vier comigo, não vou ter medo.
Tashi Delek
Hoje sonhei que fui pra longe e que não disse tchau, e na hora de voltar eu não consegui. Foi assim, rápido demais pra tentar lutar contra.
Creio que precisamos descansar, parar de nos preocupar com coisa pouca porque pecado mesmo é não viver a vida, não é? Precisamos nos gostar mais, nos olhar mais, nos sentir mais pra sermos inteiramente livres e capazes de fazer o que quisermos, porque só quem se conhece pode dominar a si mesmo e ao mundo ao redor.
O resto todo é grande, mas bem sei que somos mais fortes que eles, juntas, e que somos donas dos valores mais preciosos, dos sorrisos mais sinceros e dos olhos mais puros. Somos donas da lua e temos o mundo na palma da mão e tudo o que precisamos nos bolsos.
Vai ser sempre amor, sempre intenso, sempre eterno, se assim quiser.
Sinto falta das nossas tardes compartilhadas, entre livros e cafés, entre sonhos e cheiros, entre musicas e infinitos. Não sabemos o que nos espera, mas não vale a pena esperar, porque a vida é curta e o futuro está logo ali com uma arma na mão, pronto pra nos matar e cuspir na nossa cara, zombando do mais novo trouxa pego por ele.
Meu bem, a vida é bonita, está na hora de perceber que mais valem as montanhas do que o dinheiro, mais vale o céu do que as mentiras, mais vale a cor do que os humanos, mais vale você do que qualquer coisa que qualquer outra pessoa queira te dar (ou tirar), porque és livre, és dona de si e ninguém pode mudar isso.
Um dia alguém me disse que somos o que há de melhor a partir do momento que pensamos assim; e não está na hora de se afogar achando que tudo está perdido, porque não está. Ainda é cedo! Cedo! E, se vier comigo, não vou ter medo.
Tashi Delek
eu
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Com você não vou ter medo
parece importante ficar em silêncio.
Mas de que importa
manter tantos dissabores
e mastigar pregos
pra conter as dores?
Vem meu bem,
deixa que o inverno vai passar.
Tudo é tão sem querer
e é tão fora de moda ficar mal.
Sabe, parece que foi ontem.
Tudo era tão puro.
E éramos tão jovens,
que querer pouco era tão fútil.
Correr tão covarde
E resistir inútil.
Diz pra mim, o que é que foi?
Quem roubou meu bem querer?
Que hoje é assim,
tanta dor.
E eu sinto tanta falta de você,
de andar pelas ruas sem saber porque.
E de escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.
Diz se não é tão adolescente
manter tuas cartas em papel de presente,
querer guardar assim comigo
tudo o que ficou em algum ponto perdido
e que pra mim faz valer ser feliz.
Deixa de ser assim, meu anjo,
que eu sinto tanta falta de você,
de andar pelas ruas sem saber porque.
E de escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.
Então vem... é sempre cedo.
E com você não vou ter medo.
Vem andar pelas ruas sem saber porque.
E escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.
espero que esse inverno passe logo!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
feriado 1
Quando não tenho nada mais interessante pra fazer, eu como.
Feriados, agora, só servem pra engordar.
Preciso dar mais vida aos meus dias, por mais cinzas e frios que eles sejam!
quero aquela minha vida de volta, aquela vida que me roubaram!
eu odeio todos esses invejosos filhosdaputa!
Vocês conseguiram, enfim.
Mas meu coração ninguém rouba de mim!
Feriados, agora, só servem pra engordar.
Preciso dar mais vida aos meus dias, por mais cinzas e frios que eles sejam!
quero aquela minha vida de volta, aquela vida que me roubaram!
eu odeio todos esses invejosos filhosdaputa!
Vocês conseguiram, enfim.
Mas meu coração ninguém rouba de mim!
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