quinta-feira, 22 de abril de 2010

noite

E então eu pensava em como as pessoas são pequenas e aquilo me embrulhava o estômago - todo esse lance de mentir e ir contra seus princípios que nem deviam existir no fim das contas.
Eu pensava em todos que passavam e levavam um pouco de mim e como num poema idiota não deixavam nada em troca além de sentimentos miúdos sobre como é tudo tão injusto e indecifrável.
E era como chorar sozinha e querer morrer, fosse atropelada por um taxi em paris ou por um carro de catador de papel aqui mesmo, na esquina.
E existem aquelas almas que querem o aconchego da sua, no momento em que todas as almas querem descanso assim como a minha que clama por paz em meio a um turbilhão de perguntas que quase nunca soam sinceras.
E olhos flamejantes invadem o quarto e me tomam e eu lamento por não ter a quem recorrer porque a única coisa que quero são olhos que estão longe demais - longe demais para ver os meus.
Mas aí tudo parece lindo quando encontro um cigarro perdido e acendo no quintal olhando as estrelas tão sozinhas... e tudo parece lindo quando o pulmão leva um soco e o resto está bem.
Hoje não tenho nenhum roxo visível.

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