sábado, 27 de dezembro de 2008

Mais um

Tenho alguns planos pro ano que vem chegando, mas não os contarei aqui. Não ouso contá-los nem a mim mesma!
Descobri que, sempre que há uma grande expectativa em cima de algo, não rola, por isso, prefiro mantê-los em segredo, pra não desabarem antes mesmo do ano começar.
Quero fixar apenas uma ideia viva em mim, pelo menos por enquanto, porque sei que com o passar do tempo outras ideias se formarão e outras tantas morrerão, porque mudar é a única certeza que tenho sobre a natureza humana.
Quero deixar claro aqui, pra mim e pra você, caro leitor, que qualquer verdade que não me traga ao menos um riso, me será verdade falsa!
No mais, desejo um belo ano, um ano livre, um ano de grande amadurecimento espiritual e de grande paz.
E que a dança siga, por mais que seja em meio ao caos.
E ao meu garoto, que os ventos nos tragam um ano melhor.
Com amor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

E hoje, ao amor,

Um cigarro, um segredo.
Uma verdade? Meu rock'n'roll.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

confissão

Um dia como esse é de fazer qualquer um enlouquecer. Estou entre dois abismos e quero me jogar neles todos e me esquecer por um tempo.
Tenho duas desculpas nas quais me refugiar, por mais que agora nenhuma delas esteja perto o bastante pra me dar abrigo eu sinto que posso tocá-las a qualquer momento.
Acho que hoje eu só precisava de um pouco de certeza, um pouco de amor, um pouco de sono tranquilo.
Queria acordar e perceber que tudo voltou ao normal, ao meu caos que faz dançar a minha estrela.
Traz o vinho e o lucky strike, amor; o violão e a lua eu tenho.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

She said:

"I smoke 'cos I'm hoping for an early death... and I need to cling to something."

So, that's it.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Faltam dois

O dia escorrega do lado de fora como se não tivesse pressa alguma em acontecer. Passa cinza por cima das casas e das pessoas e dos carros e das ruas tristes e vazias e ao mesmo tempo sempre tão cheias de almas infladas e egos angustiados.
Está quieto em volta de mim, e ao som da voz rouca de janis joplin clamo por um cigarro e uma xícara de café só pra completar minha santíssima trindade que já tem Charles Bukowski, meu gato brincalhão e arisco.
Domingos lerdos transformam-se em segundas rapidamente, e enquanto eu observo as horas vagas correrem à minha frente há pessoas sorrindo e outras tantas em momentos de profunda tristesa.
Não há porque pensar nos outros quando há tanta coisa pra arrumar dentro de você, ou dentro do seu guarda-roupa, como algumas cartas antigas e umas roupas do lado do avesso (ou seria o contrário?)
Por enquanto só quero curtir meu resto de domingo, ouvindo meu som, querendo acabar um pouco mais com meus pulmões, sem fazer mal a ninguém.
Porque é assim que deve ser...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dirt

Ooh, I 've been dirt
And I don't care
Ooh, I've been dirt
And I don't care
‘Cause I’m burning inside
I'm just a yearning inside
And I'm the fire o' life

Ooh, I've been hurt
And I don't care
Ooh, I've been hurt
And I don't care
‘Cause I’m burning inside
I'm just dreaming this life
And do you feel it?
Said do you feel it when you touch me?
Said do you feel it when you touch me?
There's a fire

Well, it’s a fire
It was just a burning
Yeah, alright
Ooh! Burning inside
Burning
Just a dreaming
Just a dreaming
It was just a dreaming
It was just a dreaming

Play it for me, babe, with love!

iggy and the stooges

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lazy sundays turn to monday too soon

As coisas deviam ser assim sempre.
Congratulations, sweet. Você percebeu que descobrir que o mundo é bem maior do que imaginávamos é mesmo uma experiência incrível!

sábado, 6 de dezembro de 2008

não é mais estranho; quando parece que as coisas (em todos os sentidos) estão de fato melhorando, vc percebe que na verdade foi apenas um lapso entre um abismo e outro.
o problema (ou a solução) maior agora é que eu - simplesmente - cansei.
estou exausta. não consigo mais. não mais.
por isso, não me importo mais se o pegam inteiro ou se mastigam os pedaços.
é a vez delas se enganarem. por sorte, já passei por isso.
só espero, realmente, que elas não demorem tanto pra perceber.
fiquem com ele, garotinhas. não é mais problema meu.
troquei meu coração por um fígado.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Livre

Começou dezembro, acabou o ano, e me sinto melhor outra vez.
Mais uns dias de antibióticos, uns outros pra colocar as coisas no lugar e pronto... serei nova e livre, de novo.

sábado, 29 de novembro de 2008

Espírito natalino.

Minha mãe foi cedinho ao mercado hoje e comprou todo o material de que precisava pra fazer o chocotone que aprendeu na ana maria braga.
Meu pai prendeu o dedo na porta do carro e eu nunca ouvi tanto palavrão em poucos segundos.
Minha irmã tem um arranhão enorme no pescoço causado pelo mais novo membro da família.
Eu não estou me sentindo bem e meu comeu todos os pingos de chocolate que minha mãe usaria no chocotone.
Acho que a sobremesa não sai hoje. Acho que o natal não muda muita coisa há muito tempo.

sábado, 22 de novembro de 2008

O ovo apunhalado

Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas, tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando:
- Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando.


Caio F.

sábado, 15 de novembro de 2008

uma nota

Não é tarde o bastante pra abstrair; mas está quieto. Quieto, frio, um tanto sozinho e aconchegante.
bob dylan, há café, há um pouco de coragem e o resto, ah! o resto são feridas e cicatrizes e sorrisos.
Ainda é cedo demais pra desistir, pra esquecer ou tentar entender. Cedo demais pra apartar o verde do roxo, a saudade do amor e o chocolate do coração.
Temo que, na verdade, seja cedo pra sempre e que só eu acabe percebendo isso.
Tenho medo por mim, pelos outros; nada de consequência, futuro, morte. Não.
Qualquer coisa pode morrer, retornar ao pó e reviver como fênix. Tudo pode. Todos podem. Eu sei que sim. Não sei como, mas sei.
O que vem, há de ir e o contrário também ocorre perante o infinito purpúreo de um céu que sorri um sorriso frouxo por mais feliz que esteja.
Sou meio céu, meio vento. Sou meio amarga. Sou meia história e fim.
Está ficando tarde, meu amor. Tarde pra nós. Tarde pra madrugar.
O verão vem vindo. Rápido. E chega tarde.
Tarde como esse cedo meu que dura pra sempre.
Esse cedo que me diz pra continuar...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

I wanna see you again

Baby It's getting so bad
My situation is so sad
Your eyes drive me Insane
I wanna see you again

All the promises that you made
Does not happen every day
So please come back to me
I wanna see you again

And all the times
We spent together
That We were one forever
and all the kisses
All the time
Are just going bye, bye

So please look in my eyes once more
and listen to what I gotta say
don't you ever go away?
I wanna see you again



Forgotten Boys

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Era verão. Ou era quase verão. Só sei que chovia constantemente e fazia calor, também.
Por isso ele sempre saia sem camisa e ela sempre levava um guarda-chuva.
O fato de sair sem camisa não fazia com que ele sentisse menos calor e levar um guarda-chuva não a privava de se molhar, mas mesmo assim eles insistiam em aproveitar até mesmo esses dias traiçoeiros, porém bonitos e poéticos.
Num desses dias de verão (ou quase) resolveram não sair de casa. Ela precisava terminar uns trabalhos da faculdade e ele estava no meio de uma nova matéria pro jornal no qual trabalhava.
Ela estava toda suja de tinta e ele com as costas doloridas. Resolveram parar e fazer uma happyhour pra espairecer.
Ela abriu a garrafa de vinho e ele pegou os copos. Ela encheu-os enquanto ele beijava seu pescoço. Ele ria enquanto ela se insinuava e seguia rumo à vitrola velha que trouxera consigo como única lembrança que valia a pena carregar.
Ela colocou seu disco e veio dançando na direção dele, que sorria bonito caindo languido no sofá que custaram a comprar.
Ele abriu os braço e ela sentou em seu colo e beijaram-se ardentemente enquanto a música seguia fria e rápida.
Ele segurou o pescoço dela enquanto ela passava-lhe as mãos nos ombros ossudos.
Suas línguas brigavam entre si enquanto os corpos todos encontravam-se num frenesi desconcertante.
Ventava muito e sol estava sumindo aos poucos, mas eles nem perceberam.
Ela levantou e encarou-o, logo depois entregou-se novamente.
Ele arrebentou-lhe a camiseta manchada de tinta enquanto ela unhava-lhe as costas estreitas.
A música continuava intensa e os copos de vinho, cheios.
Ele a invadiu com mais amor impossível e ela retribuiu com o beijo mais doce que ele ja experimentara.
Entraram em êxtase juntos, sorriram juntos, se abraçaram juntos. Tornaram-se um só por um longo espaço de tempo, como se nunca mais fossem se ver.
Se completavam por simplesmente serem.
Ele passou as mãos no rosto dela e balbuciou algo que ela nunca entendera.
Ela beijou-lhe os olhos e disse que sentia-se feliz.
Ele nunca fora tão sincero quando concordou.
Ela apoiou seu queixo no ombro dele enquanto ele sentia a textura da pele dela com os dedos.
Ele se levantou e pegou os copos de vinho enquanto ela acendia um cigarro.
Degustaram o vinho como se ele fosse o ultimo. De alguma forma eles sabiam que seria... e que, na verdade, o verão já havia passado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

anotação

Pretendo me aprofundar em certos assuntos e esquecer algumas banalidades.


só pra constar: Hoje foi um dia legal.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

tu te tornas eternamente responsável...

Estou doente. Doente feito vespas que voam tortas pelo vento frio sem esperança alguma de vida após a morte.
Estou soando feito sinos, suando feito búfalos, correndo contra o tempo que segue e mata e segue e morre.
Sem perspectivas, sem dados, sem efeitos. Prossigo errônea e desinteressada diante de todos os tolos que buscam o ouro próprio deles.
É como se o céu não se mostrasse mais infindo e como se ninguém fizesse sentido algum perante as belezas mortas da natureza sobrevivente.
As flores, agora, só precedem os dias mais quentes que virão. Verão. Chuvas e alagamentos internos.
Eu ressoo e vibro ao toque. Eu sinto falta. Muita, às vezes.
Eu bebo sozinha e me esqueço da vida dentro do bar escondido.
Eu rio e ouço. Eu me rasgo em chamas. Eu sofro em silêncio.
Mas eu continuo, porque estou doente apenas por amar de mais o que me cativa.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

chame do que quiser

Uns dizem ser ironia, outros ousam até falar que é destino.
Não acredito em nenhuma das duas nomenclaturas a esse caminho meu, só meu, de mais ninguém!
Não é errado, nem certo! É todo o resto que eu quiser que seja.
Eu ainda sinto, eu ainda vivo, eu ainda sofro - menos, mas sofro - e eu ainda, por incrível que pareça, não desisti.
E que fique bem claro: O mundo me pertence!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

em questão de segundos²

há um ano atrás eu estava tendo um filho.
há um ano atrás éramos as pessoas mais felizes do mundo trancadas em nosso casulo!
há um ano atrás o mundo era limpo e as pessoas bonitas.
há um ano atrás ele era homem e eu era mulher.
há um ano atrás ele me escrevia e eu o amava.
há um ano atrás eu o sentia e ele me olhava.
há um ano atrás ele era meu lugar preferido.
há um ano atrás eu era só sua.
há um ano atrás estávamos tendo um filho.
há um ano atrás eu era a pessoa mais feliz do mundo.
hoje
hoje
hoje...

em questão de segundos

Tudo faz pouco sentido numa quarta-feira quente.
Ele chegou e pediu o isqueiro, retribuindo com um cigarro.
Parece que as coisas se esclareceram, e eu o amei numa fração de segundos.
Depois ele foi embora com a garota dele. Eu fiquei com o cigarro e com o isqueiro.
Saí ganhando. Tenho certeza. Saí ganhando!

sábado, 4 de outubro de 2008

frescor.

Há dias em que o conjunto de virtudes faz todo o sentido possível de se alcançar com a mente no estado evoluído normal dela.
Todas as peças do enorme quebra-cabeça de que é edificado nosso âmago estão com suas extremidades no exato lugar ao qual elas pertencem.
O sol some sem trazer chuva, como se fosse contra as regras. E as rosas não exalam perfumes, mas falam conosco num dialeto impróprio aos carentes de poesia.
As nuvens tomam formas e cores impróprias aos cegos de espírito e nossos olhos descobrem sozinhos que no mundo há muito mais do que pode ser percebido.
Os ventos do sul continuam lá, com suas correntes e cadeados, e nossa essência tremula diante da verdade esquecida que nos é revelada quando nos encontramos no estado de completa felicidade com nós mesmos.
Os sorrisos petrificados vibram sem serem atiçados e nossos orgãos derramam bálsamos interiores que nos lavam de felicidade com um simples toque, por mais abstrato que esse seja.
Sons vibram com nossas frequências pessoais e tornam-se mais intensos e reais conforme seguimos a melodia.
As ondas sonoras transformam-se em luzes que percorrem o infinito limitado do céu em cima de nossas cabeças e pintam de vermelho o que outrora fora incolor, por simplesmente serem fáceis.
As estrelas soam como sinos mentirosos e nos jogam na cara o quão pequenos somos diante da imensidade dos sentidos que nos foram designados em sua mais crua e frágil versão.
E a voz daqueles que nos dirigem a palavra tornam-se ruídos irregulares que dentro de nós fazem um pouco de sentido que logo é substituído pelo significado prévio.
Há dias em que nossos sentimentos seguem os nosso batimentos cardíacos num frenezi desconcertante.
Há dias em que somos nós mesmos porque, simplesmente, não queremos qualquer outra opção.
Há dias em que aceitamos que nossos refúgios são meras desculpas e que a melhor saída é sermos.

domingo, 14 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector
é estranho ver que outros falam muitas verdades sobre tua vida.

sábado, 6 de setembro de 2008

dois cortados e a conta

A garota moída de véspera aguarda mais um grão de amor expresso. O professor amargo tenta manter-se acordado sobre o jornal pingado na penumbra de um canto. A garçonete passada queima seu dedo na lágrima fervente da máquina estilo locomotiva à vapor.A senhora fraca deixa um pouco do seu batom na xícara branca de louça barataA secretária doce percebe o resto de ai que cai de uma boca espumante. O executivo frio sente o líquido escuro escorrendo por suas veias abertas. A vendedora vazia oferece seu corpo de bandeja enquanto derrama um tanto de suas lamentações. O ator aguado sente a fumaça entrar por suas narinas até experimentar a última gota de uma fala decorada.O aposentado leitoso faz tremer o pires gasto que um dia foi de gato. A estudante descafeinada levanta a mão num pedido mirrado e distante. O homem aromatizado finge não prestar atenção na mulher que lambe o dedo lambuzado de chantilly. O poeta denso ignora dois dedos de prosa e rabisca versos imaginários num guardanapo estampado de rodelas marrons.A moça extra-forte adoça o olhar mexendo suas idéias em movimentos circulares. O desempregado duplo deixa escorrer o da auto-estima goela abaixo.A amiga pela metade pensa que as relações não passam de uma meia-taça.A viúva pura assopra suas lembranças para sorvê-las em um grande gole.O garçom torrado abraça a vassoura por trás do balcão descascado. A filha em bebida em restrições pede à mãe uma porção de sonhos frescos. A adolescente encorpada aperta as coxas quentes querendo servir um sanduíche de si mesma. O músico solúvel em críticas esconde as olheiras por trás dos óculos de lentes mal dormidas.O casal morno alimenta-se de silêncio mastigando um pão amanhecido. A esposa granulada acaricia a baguette num requentado pedido de perdão. A velha triturada estende a mão suplicando uma migalha de atenção. A virgem amanteigada deixa sua calda escorrer sem que ninguém perceba onde ela vai parar.O desquitado italiano hesita antes de pedir um bem-casado. O turista orgânico sorve um sabor estranho enquanto tenta entender a língua que o cerca. A amante cremosa procura o bilhete da sorte entre os restos da mesa ao lado. O garoto cigano de cabelos encaracolados e brinco de ouro lê a sorte na borra decantada antes de partir para o vale lá embaixo.É uma manhã como outra qualquer no Dylan's Café.

paula taitelbaum

terça-feira, 26 de agosto de 2008

um pico

É enlouquecedor descobrir as coisas ao meio-dia. Ainda mais quando há sol e coadjuvantes demais. Luckie - gosto de ver como se fosse sorte, como se fosse. Kerouac. Decepções.
Faltou um café, só. A sós. A mim.
Preciso encontrar minha estrela que dança. Por sorte já abandonei o caos.
Estou mais livre e um tanto mais eu, porque descobri que a felicidade nao depende dos outros, que nós a fazemos.
E eu posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu rock'n'roll (e umas coisinhas a mais hahahaha)

Paz, amor, empatia. E viva a sua vida sem fazer o mal pra ninguém, porque é assim que deve ser.

Sem interferência externa.

ps: não vou enterrar nada nem ninguém porque quero levar pra sempre comigo aquilo que vivi e ponto

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Minha calça é mais vermelha no sol

Debaixo do Sol
Minha calça é mais vermelha
E combina muito bem com uma garrafa de uísque,
Puxando varios assuntos com uma caneta
Rindo da minha prórpia letra
Minha calça é mais bonita que a sua.


Debaixo do seu nariz
Debaixo do guarda chuva
Debaixo da mesa
Debaixo do Sol
Minha calça ainda brilha mais que meus olhos,
Por que eles estão vermelhos também?



O som vem lá de cima
"It's only Rock'n'roll but I like it!"
E as batidas vem aqui de baixo
Aquela bola 3 não é mais vermelha
Que a minha calça


Olha lá do outro lado,
A mesa cheia é verde,
Mas está vazia
Por que a minha calça
Ofusca a visão
E chama a atenção.




em homenagem à minha calça vermelha!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

uma semana

Cerveja e amigos. Sinuca. Vadiação. Rock'n'roll. Fumaça. Paixonites e um pouco de muito de são paulo.

ps: preciso de mais uma semana dessa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

quarta-feira 13

Arrebol. Nuvens. Trem. Metrô. Paulista. Tecnologia interativa. Livraria cultura. Rockers!. Starbucks. Heineken. Antiquário. Pop art. Stencil. Antiquário. Vômito ao som dos stones. Paneteria. Skol. Cigarros. Chocolate. *-*. Transito. *-*. Bexiga cheia. Conversa com uma desconhecida. Café frio. Bala de hortelã. Desculpa esfarrapda. Cansaço. Paz.
Sem contar as companhias.......

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Só pra constar

Hoje é uma sexta-feira fria e cinza e molhada. Li um pouco de kerouac, ouvi um pouco de rolling stones, bebi um pouco de café e me senti um pouco sozinha.
hoje é dia oito de agosto de dois mil e oito e isso aqui é só pra lembrar.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

lapso

Senti teu cheiro hoje; de raspão. Foi o bastante pra me torcer as entranhas e me fazer querer me jogar nos teus braços e lembrar como era bom ter o pra sempre ao nosso lado, tão perto e certo e curto como um sonho bom.
Sete horas da manhã: cazuza - o nosso amor a gente inventa - um cigarro quase no fim (mais três), sem fogo, com frio. Impossível não associar.
Agora parece que somos duas daquelas retas paralelas que se esbarram no infinito, no encontro que acontece frágil entre os eternos e os efêmeros; aquela linha tênue que divide tudo, o escárnio e o beijo, o catarro e a placidez, o amor e o impossível.
É terça-feira, todos os meus amigos voam e eu quero morrer! Decepções e um café amargo pra completar alguma outra santíssima trindade com o metade bossa nova e metade rock'n'roll do meu espírito vadio.
Descobri que romances ainda existem, por mais que eu tenha me tornado banal e fútil. Sacana e irônico esse destino que se rompe num amanhecer cinza e embaçado de inverno.
Insanidade e complacência dividem minutos sem fim das minhas horas mal traçadas como essas linhas. Linhas tortas que aqui soam menos retas que o caminhar de um bêbado louco, equilibrista, de chapéu coco, brincando na guia, almejando a sarjeta, observando as estrelas.
Eu tenho as mãos bambas e um dia inteiro pela frente... e eu não vou desistir porque o infinito está próximo, consequentemente o encontro entre paralelos também, espero.
Um fim, uma boa tragada, quem sabe um beijo - e meu coração de chocolate, inteiro, de novo.

isa

domingo, 3 de agosto de 2008

Ruby Tuesday

She would never say where she came from
Yesterday don't matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes


Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...


Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained
To a life where nothing's gained
And nothing's lost
At such a cost


Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...


There's no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Ain't life unkind?


Goodbye, Ruby Tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still I'm gonna miss you...



Stones
ps: terminei meu primeiro stencil!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ainda é sexta-feira

A noite ainda não acabou e meu dia já foi salvo. O quarto cheira a café e meu pulmão respira aliviado.
Eu cumpri minhas promessas e carreguei o peso comigo o tempo todo.
Não adiante acreditar demais nem desistir de vez. O lance é o equilíbrio - e eu não posso fazer nada se o meu é o excesso!
E tem que deixar fluir.... como uma levada de blues... All Night Long!
Sem mais. Com muito.


ultimamente: SKA, gaita e aquilo que eu pensei que só morre uma vez, mas que na verdade ressurge das cinzas sempre que o dia nasce pra dormir de novo.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sêneca disse:

"A poesia é a insânia. Talvez o gênio seja uma alucinação e o entusiasmo precise da embriaguez para escrever."


Ouvindo The Specials, bebendo coca-cola e esperando a hora de ir pra escola.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

sorte que eu tenho meu rock'n'roll

sem ele a decepção seria maior, a futilidade alheia mais insuportável e o dia, mais demorado.

Vida Longa ao rock'n'roll
e a tudo que ele une.


Ouvindo Jerry Lee Lewis, fumando um cigarro e, por incrível que pareça, tomando café fresquinho a essa hora! *-*

sábado, 26 de julho de 2008

Lithium

I'm so happy 'cause today I've found my friends ...
They're in my head
I'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ...
We broke our mirrors
Sunday morning is everyday for all I care ...
And I'm not scared
Light my candles, in a daze 'cause I've found god
Yeah,Yeah

I'm so lonely , but thats ok , I shaved my head ...
And I'm not sadA
nd just maybe I'm to blame for all I've heard ...
But I'm not sure
I'm so excited, I can't wait to meet you there ...
But I don't care
I'm so horny, but that's okay ...
My will is good
Yeah,Yeah

I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack
I killed you - I'm not gonna crack

I'm so happy 'cause today I've found my friends ...
They're in my head
I'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ...
We broke our mirrors
Sunday morning is everyday for all I care ...
And I'm not scared
Light my candles in a daze 'cause I've found god
Yeah,Yeah

Nirvana

Eu não conseguiria descrever meu estado tão fielmente.



quarta-feira, 23 de julho de 2008

(mais um) fragmento de On the Road

"Agora saca só esse pessoal aí na frente. Estão todos preocupados, contando os quilometros, pensando em onde irão dormir essa noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão onde pretendem - e quando terminarem de pensar já terão chegado onde queriam, percebe?Mas parece que eles tem que se preocupar e trair suas horas, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas;ou então a desejos caprichosos puramente angustiados e angustiantes, suas almas realmentes não terão paz a não ser que agarrem a uma preocupação explicita e comprovada, e tendo encontrado uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa voando por eles e eles sabem disso, e isso também os preocupa num círculo vicioso que não tem fim"

Kerouac
s2

ironia

Tive sono o dia todo e agora... ele simplesmente some.
A loucura tá sentada aqui do lado, me contando segredos.
Ontem trombei meu futuro na padaria... e gostei dele!
É uma pena, mesmo.


ouvindo um misto de bob dylan, velvet underground e kings of leon.
lendo álvares de azevedo e nietzsche em intervalos não programados.
comendo patê de atum e bebendo soda limonada.
tem um jack na estante e outro no armário.
a madrugada promete... e eu sei que não vai cumprir.



keep walking.

terça-feira, 22 de julho de 2008

insânia

A noite está no seu lugar
Areia movediça. Mausoléu;
certa como rajadas de vento
e distante como explosões
de bolhas submersas.

Sonhos imploram vagas
Vazios. Sedentos;
sopram calor nas vidraças
- frias e agora embaçadas
E dançam vertiginosamente
a dança dos Reis embriagados.

Luzes condensadas incidem
no centro - entre
Dois balões de oxigênio lubrificado
Fosforescente
Apagam vestígios na argila fresca
enquanto vultos passeiam.

A chuva ausente traz o cheiro
de coisa molhada.
Criatura com medo;
E lava até as almas ocres
de lodo. De paixão.

Sons invadem
Atravessam janelas fechadas
Geladas. Cegas
Como as madrugadas silenciosas
que parecem durar pra sempre.

Cacos de vidro rasgam
a pele desidratada e frágil
- Fácil! Pena de fênix.
E escrevem em caleidoscópios de diamantes
a frase que os gnomos gritam ao céu.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Noite na Taverna

"A alma não é, como a lua, sempre moça, nua e bela em sua virgindade eterna! a vida não é mais que a reunião ao acaso das moléculas atraídas."

O livro vale a pena ;)

Pioneer to the falls

Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
Vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait
The soul can wait


It's still pretty
What with all these weeks
We'll be fine
We'll be fine
But if it's still pretty
What with all these weeks
Will we find love
And supervise


Show me the dirt pile
And I will pray that the soul can take
Three stowaways
And you vanish with no guile
And I will not pay
But the soul can wait
I felt you so much today


Oh no, you try
You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
Girl, I know you try
You fly straight into my heart
You fly straight into my heart
But here comes the fall...


So much for me believing that sorrow
So much for dreams we see but never care to know
Your heart makes me feel
Your heart makes me moan
For always and ever, I'll never let go
Always concealed
Safe and inside, alive!

I felt you so much today...

Interpol

domingo, 20 de julho de 2008

Anotação²:

Fim de domingo deprimente:
Cigarros, café e solidão.

Tá. Não é tão deprimente assim.

haha²;

Anotação:

Pintando as unhas ouvindo David Bowie.

Born to be wild!

haha;

Susto

O poema sangra palavras
em silêncio.
Os arco-íris brotam do orvalho
que escorre das veias azuis que refletem
em paralelepipedos
infinitos escuros e retangulares.
E vermes rastejantes que sugam vidas
atravessam as passarelas
verdes do inverno dos teus beijos.

sábado, 19 de julho de 2008

Desisto

Lucidez está fora de cogitação num mundo cheio de falsos equilibrados.
Em quantos lugares do mundo deve estar chovendo agora?
Em quantos cantos escuros alguém chora?
Em quantos corações exangues jaz um amor impedido?
Aqui não chove; Aqui ninguém chora; Aqui nada descansa em paz.
Tudo segue, como num ritmo compassado, seguindo a dança dos raios ocres de luz que invadem o quarto frio que cheira a tabaco, café e solidão. Tudo segue, um tanto cansado, desacreditado; um tanto conformado com a situação. Situação essa que enlouquece; e quando alguém pensa que ao menos viu passar perto a plenitude desejada, este é atacado e esculachado, diante de todo o resto que apenas observa, quieto, o limite entre a loucura e a sensatez.
Os segundos que passam correndo diante de olhos cansados zombam o tempo todo de como são ridículos aqueles que acham que alguma hora chegaram a controlar seu destino e cospem na cara daqueles que tiveram coragem de trapaceá-los pensando que se sairiam bem.
É frio e cortes latejam com o som do sol que vem vindo.
É quase manhã e nos ensinaram a dormir quando escurece.
Desisto.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

um trecho

O homem mais sábio que conheci, Fermín Romero de Torres, me havia explicado certa ocasião que não existia na vida experiência comparável à primeira vez em que se despe uma mulher. Sábio como era, ele não havia mentido, mas também não havia me contado toda a verdade. Não dissera nada sobre aquele estranho tremor das mãos que transformava cada botão, cada silêncio, em uma tarefa de titãs. Nada dissera sobre aquele feitiço de pele pálida e trêmula, sobre aquele primeiro roçar de lábios, nem sobre aquela alucinação que parecia arder em cada poro da pele. Nada me contou sobre tudo aquilo, porque sabia que o milagre só acontecia uma vez e que, ao fazê-lo, falava uma linguagem de segredos que, assim que eram descobertos, desapareciam para sempre. Mil vezes quis recuperar aquela primeira tarde com Bea no casarão da Avenida del Tibidabo, quando o barulho da chuva levou o mundo para longe. Mil vezes quis voltar e perder-me numa lembrança da qual só posso resgatar uma imagem roubada ao calor das chamas. Bea, nua e reluzente de chuva, deitada junto ao fogo, com olhos que desde então me perseguem. Inclinei-me sobre ela e acariciei a pele de sua barriga com as pontas dos dedos. Bea baixou os cílios, os olhos e me sorriu, segura e forte.
- Faça o que quiser comigo - sussurrou ela.
Tinha 17 anos e a vida nos lábios.


A Sombra do Vento
pag. 201

Quem liga pra melodia?

Let's go to the park
I wanna kiss you underneath the stars
Maybe we'll go too far
We just don't care
We just don't care
We just don't care

You know I love you when you're loving me
Sometimes it's better when it's publicly
I'm not ashamed I don't care who sees
Just hugging and kissing our love exhibition all

We rendezvous out on the fire escape
I like to set up an alarm today
The love emergency don't make me wait
Just follow, I'll lead you
I urgently need you

Let's make love, let's go somewhere they might discover us
Let's get lost in lust
We just don't care
We just don't care
We just don't care

Everybody's leaving, we'll have some fun
Or maybe it's wrong but you turn me on
Ooh, we'll take a visit to your Mama's house
Creep to the bedroom while your Mama's out
Maybe she will hear it when we scream and shout
And we will keep it rocking until she comes knocking

If we keep up on this fooling around
We'll be the talk of the town
I'll tell the world I'm in love any time
Let's open up the blinds 'cause we really don't mind
Ooh I don't care about the priority
Let's break the rules and ignore society
Maybe our neighbor likes to spying too
So what if they watch when we do what we do

Oh, let's go to the park
I wanna kiss you underneath the stars
Maybe we'll go too far
We just don't care
We just don't care
We just don't

Let's make love, let's go somewhere they might discover us...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

cedo

É cedo ainda pra terminar sexta-feira. Cedo pra dormir e destilar esse nó no peito em sonhos transcedentais. Abro o dicionário imaginário: Paz. Quem aqui tem paz de espírito? Eu fico quieta. Esperando respostas que não vingam com a luz do dia. Eu espero de novo, mais um pouco, e nada vem. Nem entra; Nem sai. Sigo no silêncio notívago em frente a um show de horrores, sem personagens principais, repletos de coadjuvantes. O homem da minha vida aborta suas dores em rasgos doloridos. Eu não aborto as minhas, só observo. Horrorizada diante de todo o terror causado pelo vai e vem de mentes sujas. A minha, que tento ao máximo cultivar inócua, desvaira observando a fumaça bonita que encontra a luz tornando-se azul - azul como a água verde do fundo do poço do meu nauseado estômago - e viaja pelo cosmos esquecido do meu espírito sozinho.
É cedo ainda pra esquecer a inquietude. Tudo soa muito preto e abafado. Bateria sem papel laminado, conversas sem rumo, baforadas quentes no ar congelado do inverno que traz com ele aquele mesmo céu sem nuvens, que hoje não é tão infinito porque nada o é quando suas verdades são mortas. Assassinadas a sangue frio. Pisoteadas, esmagadas, abandonadas exangues num chão sujo repleto de cuspes que, na sua essência, são o escárnio de todos em relação a tudo. Eu cuspo, cuspo contra o vento e minha ridicularidade volta pra mim com força total e eu me amo e me odeio um pouco mais por não correr um pouco mais; mas sentir, eu sinto. sinto tudo, ao máximo. e ridicularizo, a sete infernos, meus profanos sonetos noturnos e grito, grito aos céus e aos anjos zombeteiros, o quanto que eu quero ser sem fazer mal a ninguém, porque quando eu sento e leio e bebo e trago eu só estou causando alguma coisa a mim. Coisa boa ou coisa ruim. A mim.
É cedo ainda pra destrinchar palavras ao léu, esperando controvérsias. O destino me espera, na esquina, transvestido de absurdo e insensatez, esperando pra me agarrar; e a morte surda, que caminha ao lado, espera paciente a hora de conceder o nec plus ultra. E nesse jogo non-sense de peças nada arredias, eu passo e danço entre os necrófagos que de dia fingem sorrisos amarelos e sepultam - junto com suas verdades - os meus sonhos frágeis ainda. Na eterna busca de algo em que acreditar, as vicissitudes do caminho chegam a arrancar algumas lascas que nunca voltam. Coleção de cicatrizes e uns copos cheios de dias vazios. Um pouco mais de açúcar no café amargo pra enganar o gosto de saliva parada há tempos. Jogo a bituca longe, como se o cheiro de tabaco queimado fosse com ela, mas esse se instala e impregna e o que resta dele dentro de mim alivia. Nas minhas mãos brancas jaz um pouco daquilo que há pouco me nutria, e que agora, como se fosse uma lei tola dessas que se criam por não ter o que criar, me destrói. Minha preguiça pelas pessoas só aumenta, e junto dela vêm o repúdio e a insegurança. E meu carinho e loucura andam juntos, se equilibrando na linha tênue que separa o certo e o errado de todo o resto.
É cedo ainda pra me desmotivar, pra te estrangular e enfiar minhas unhas roídas nas tuas costelas, porque a eternidade é nossa, e meu coração de chocolate é teu; porque o tempo corre, mas nossas pernas são compridas; porque meu amor vale pelos dois.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Because the Night

Patti Smith

Take me now baby here as i am
Hold me close, try and understand
Desire is hunger is the fire i breathe
Love is a banquet on which we feed
Come on now try to understand
The way i feel when i'm in your hand
Take my hand come undercover
They can't hurt you now, can't hurt you now
Because the night belongs to lovers
Because the night belong to lust
Because the night belong to lovers
Because the night belong to us
Have I doubt when I am alone
Love is a ring on the thelephone
Love is an angel disguised as lust
Love is our bed until the morning comes
Come on now try and understand
The way i feel under your command
Take my hands and the sun descends
They can't touch you now, can't touch you now
With love we sleep with doubt
The viscious circle turn and turns
Without you I cannot live, forgive the yearning burning
I believe in time too real to feel
So take me now. Take me now.
Touch me now.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Direitos Autorais

Tudo se acaba.
Olha o noticiário!
Água se acaba.
Se acaba a prece do vigário.
E eu quero ser a mendiga suja e descabelada
Dormindo na vertical.
Entender como a vida de alguém
Se acaba antes do final.

Prefiro Lou Reed do Velvet Underground.
Gosto de Silvia Plath, S.Eliot,
Emily Dickinson, Lucinda,
Délia, Manoel de Barros ficam eternos por mim.

Esqueço a crise da Argentina
Quebrando o pau com a menina no sinal
Em castelhano,
Eu furo os planos,
Eu furo o dedo, mando vê
Examinando, lanho o braço
Aperto o passo. Não sou louca!



Se todas as terças fossem assim eu não reclamaria por elas existirem.

Como diria um amigo meu

e outros tantos por aí: A tendência é piorar!

domingo, 6 de julho de 2008

Sunday Morning

Sunday morning, praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning, Sunday morning
It's just the wasted years so close behind

Watch out! The world's behind you
There's always someone around you who will call
It's nothing at all

Sunday morning and I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning, Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago

Sunday morning
Sunday morning


Velvet Undergroooound

Distúrbios

Madruguei, de novo. Nada bom, não.
Conviver mais tempo encarando essa minha realidade que ultimamente não me agrada não faz bem. Gera distúrbios. Dos mais variados. Desde os sonoros aos alimentares.
As pessoas podiam entender que não é preciso fazer o mal a ninguém pra ser feliz. A ninguém!
É tão estranho pensar que meus momentos mais inocentes foram assassinados por simplesmente serem o que são.
O que escorre da minha mente não fere mais ninguém. É assim. Eu sei que é. Então por que os outros se preocupam tanto?
EU faço as leis no meu mundo. EU sei o que é certo, o que é errado e o que é todo o resto pra mim. E sei também que as minhas peças não mudam o jogo de ninguém e que vai ser sempre assim.
No fim da noite o que resta é meu corpo desanimado, meus sonhos quebrados e um sorriso de mentira ao que eu não quero.
Queria, ao menos, não me machucar tanto. Queria poder viver minha vida tranquila, porque nunca foi minha intenção atrapalhar ninguém.
Esse sempre foi meu lado errado. Sempre! Eu sempre pensei demais. Sempre! Sempre pensei demais neles e eles simplesmente não entendem que mais vale queimar do que ir se apagando aos poucos. Eles nunca vão entender.... nunca vão. Jamais.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Well

How can they see the love in our eyes
And still they don't believe us?
And after all this time
They don't want to believe us...
And if they don't believe us now
Will they ever believe us?
And when you want to Live
How do you start?
Where do you go?
Who do you need to know?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Depois de um ano.

Eu percebo que a gente realmente é feliz quando menos percebe.
Há um ano atrás eu implorava um amor novo e enjoava de um outro um tanto recente... mal sabia que vivia uma das melhores épocas da minha vida.
Pessoas novas, e uma segurança dupla que dissipava um pouco a incerteza que me guiava e fazia com que eu quisesse lutar mais um pouco.
Há um ano eu lamentava em silêncio a escassez de tempo e a voracidade com que me entregara inteira ao um estranho de voz avassaladora, que me fazia esquecer a tragédia do único amor verdadeiro que eu encontrei e que sabia, mesmo que na profundeza do meu espírito vadio, que mais cedo ou mais tarde não daria certo.
No dia 3 de julho de dois mil e sete eu comemorava, mesmo sem saber, minha vida dupla que fazia o sol brilha um pouco mais forte.
Nessa mesma época eu tinha medo que essas minhas duas vidas se esbarrassem (e, por ironia do destino, isso acabou acontecendo muito tempo depois, quando uma dessa vidas já tinha morrido e a outra estava mais viva e intensa do que nunca!).
Há um ano atrás eu não tinha vivido nem metade do que estava pra viver, não tinha sentido um terço do que eu sentiria, não tinha visto que paixões e caprichos realmente terminam rápido demais e que amores machucam mais do que a gente está preparado pra sofrer.
Depois de tantos dias e tantas reviravoltas eu não queria que o tempo voltasse, porque, se isso acontecesse, eu faria tudo igual. Não deixei de aproveitar nem um momento, não deixei de sorver o máximo de saliva e vida que eu podia de todos os amores e de todas as dores que passaram pelo meu sangue; não desperdicei nem uma palavra e nem um punhado de ar. Eu fui feliz, e ironicamente, eu sei que ainda o sou, por ter passado por momentos realmente memoráveis e por poder dizer que aos 16 anos eu soube o que é estar no fundo do poço e no pico da montanha e que sobrevivi, forte como sei que sempre fui, e que sorri todos os dias, por mais frios e cinzas que eles tenham sido; e sei que sou inteira por não largar nenhum pedaço de mim nos braços de ninguém e que sou completa por trazer um pouco de cada um comigo.
E sei que o verde daqueles olhos que até hoje me possuem continua verde e que a água do poço é realmente limpa demais e que a neve das montanhas é branca como a paz que trago dentro de mim por ter certeza que nada é certo, que o mundo dá voltas, e que eu volto com ele, sempre, que eu ressurjo das cinzas e que eu sou dona do mundo e mais forte que tudo e todos!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Uma intimação:

Vamos fugir pra parati.
Alguém! Por favor!
Para a Festa Literária Internacional.




Não vejo a hora de poder fazer tudo o que eu quero.

domingo, 29 de junho de 2008

infelizmente

Eu gosto daquele cheiro.
Pois é; eu sempre gostei.
O cheiro do som dos passos. O cheiro da cor do céu. O cheiro da eternidade latente nos olhos. O cheiro do gosto da dor que emana das entranhas e envolve os músculos e todo o resto.
Eu sempre gostei da noite. Sempre gostei de me auto-destruir aos muitos. Gosto do sangue escorrendo da boca, da fumaça saindo do nariz, da luz invadindo os poros.
Eu gosto daquelas palavras. Gosto de sentir tudo que elas são capazes de realizar, gosto de vê-las saindo da goela e se alastrando pelos meus ouvidos atiçando as borboletas do meu estômago.
Sempre gostei de abraços fracos por só saber doar os mesmos. Sempre gostei de ossos se apertando e de rapazes estreitos por serem os únicos que cabem.
Sempre gostei de força nos olhos e delicadeza nas mãos. Gosto de saliva quente e tinta, de suor salgado e de lágrima doce cheirando a gim.
Eu gosto daqueles pêlos ausentes e daqueles erupções. Gosto da barba mal feita e da pele lisa. Sempre gostei de muita coisa ao mesmo tempo.
não me venha com decepções e desculpas e promessas. Mentiras sinceras eu aceito... porque eu sempre gostei.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Blues do Purgatório

Eu achei que precisasse de redenção, mas deixei esse pensamento pra lá.
Acho que vou diminuir os meus fracassos e usar meus truques num show de mágica.
Você faz o tempo girar e se cansa de tanto esforço e eu quero encontrar um bom homem, mas ao invés disso eu me contento com o que aparecer.
Entre e dê seus lances baratos... E não é assim que a vida realmente é? Uma seqüência de NÃOS?
Os deuses rirão quando você achar que já encontrou a sua parte e levarão tudo embora.
Não existem inocentes de verdade, não importa de qual lado você esteja. É um caminho sujo até o Paraíso, querido, e ele sempre vai te fazer tomar a direção errada.
Coloque as suas mãos onde eu possa vê-las. Coloque suas mãos perto das minhas.
Eu queria algo em que acreditar antes de ser dominada pela mentira!
Entre e dê seus lances baratos... não é assim que a vida realmente é? Uma seqüência de lances baratos?
E você dá tudo o que tem! Você sempre dá tudo o que tem e os deuses rirão quando você achar que já encontrou a sua parte e levarão tudo embora. Eles levarão tudo embora, seu tolo. Eles levam, sempre levam tudo embora....

terça-feira, 24 de junho de 2008

falando mal sobre o cocô da vespa

Percorro caminhos libidinosos sempre a procura de algo que me faça mal. Substituo palavras e finjo conjecturas. Adormeço em poças de sangue e sonho com crueldades mortas. Lembro-me de sombras esguias e lamento a pureza dos sentidos. Engulo partes inteiras de fragmentos de um inverno passado e mastigo pouco os pedaços de língua a mim destinados. Quebro costelas e aspiro pulmões ocos. Sangro sorrisos machucados e observo - quieta - o grande caos no qual me encontro. Mergulho nas madrugadas insanas e escuras que estendem-se pela eternidade de umas horas e sofro por antecipação. Eu lamento minha desesperança genuína em frente aos demônios que escorrem pelas janelas da alma de outrem e derreto meus projetos desfigurados pela luz púrpura do neon que brilha no letreiro da esquina. Sigo, a passos rápidos, os gatos de rua que são mais sinceros que qualquer outro e rastejo entre as verdades cuspidas pelos pobres de espírito. choro lágrimas doidas quando o sol desaparece no meu interior e abandono qualquer sintoma de saudade. Bebo doses pesadas de amores vazios e injeto um pouco de ar doce em minhas veias.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ironia do Destino

Esse irmão inconstante do acaso anda pregando muitas peças em mim.
A Lua cheia, alta e imponente, parece não brilhar tanto quanto naquelas outras noites... e meu sorriso foi embora.

terça-feira, 17 de junho de 2008

um trecho de Bukowski

"(...) Os cortiços eram lugares nojentos. A vida das pessoas sãs, dos homens comuns, era uma estupidez pior do que a morte. Parecia não haver alternativa. A educação também parecia uma armadilha. a pouca educação que eu tinha me permitido havia me tornado ainda mais desconfiado. O que eram médicos, advogados, cientistas? Apenas homens que tinha permitido que sua liberdade de pensamento e a capacidade de agir como indivíduos lhes fosse retirada. Voltei para meu barracão e enchi a cara."

domingo, 15 de junho de 2008

It's all about

E então viviam mesmo um conto de fadas; repleto de mentiras e vilões. Mas eles se amavam. Ela buscava refugio em outros corpos; ele, em outros copos. Cada dia era uma. Cada dia era um. Mas eles se amavam, e essa era a única certeza que tinham. E sabiam que isso seria pra sempre.

Faço minhas as palavras dele

Dizem que tô louco
Por te querer assim
Por pedir tão pouco
E me dar por feliz
Em perder noites de sono
Só pra te ver dormir
E me fingir de burro
Pra você sobressair

Dizem que tô louco
Que você manda em mim
Mas não me convencem, não
Que seja tão ruim
Que prazer mais egoísta
O de cuidar de um outro ser
Mesmo se dando mais
Do que se tem pra receber
E é por isso que eu te chamo

Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

prévio

É como se tudo desmontasse. Um quebra-cabeça de possibilidades e nãos. O dia nasce e morre e com ele vão embora pedaços meus.
Amanhã é mais um, mais outro, sozinho e nebuloso, errado, rastejante, pífio.
Num universo repleto de caminhos, eu sempre escolhi o que me levou pro pior e melhor lado da vida. A vertente grata, seca, escorregadia. O muro de concreto amarelo. O arco-iris de quantas cores eu quisesse. A dor que acalmava, o sorriso que afligia. As mãos mais doces, os beijos mais macios e então, por fim, a desilusão e o amor, que andam juntos - paralelos - pra sempre, ou pra nunca.
Não tenho onde anotar meu recortes sangrados, muito menos onde guardar meus desejos não realizados. Só me restam a memória e as águas, os olhos frígidos e o semblante cansado. Me restam poucos momentos de paz diante de semanas inteiras de caos.
Cacos. Barulho. Ressurreição.
E musgos nascem onde outrora brilhava alguma luz.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

fragmento de um dia

A Lua me seguia lá do alto, exibindo um sorriso amarelo como de quem está triste sem querer mostrar. Parecia estar tentando dividir sua dor com qualquer alma que lhe encarasse com um brilho no olhar.
Numa noite estrelada, o faixo de lua era um coadjuvante sozinho e esquecido. Cansada de existir.
Mas mal sabia ela, pobrezinha, que mais triste era eu... por não ter nem quem seguir.



* Vida Louca, Vida Intensa. Uma viagem pela contracultura
SESC Pompéia, até 22 de junho.

domingo, 1 de junho de 2008

Sem saber

Meu coração, outrora flamejante, cheira a tabaco mastigado e cuspido. Um tanto lírico e melancólico, risonho e molhado; sádico. Bizarro. Espirra um show de horrores e vomita minhas entranhas em olhares desvairados ao mundo e aos meus.
Minhas mãos tremem mais que as folhas em noites tempestuosas, um tanto abstinentes e sensuradas, com unhas em vermelho-sangue-pisado à procura de costelas quentes e duras, que hoje são mais distantes que o céu que nem parece tão infinito sem estrelas.
Nuca nua e tempo acelerado - que me deixa pra trás, sedenta por uma língua. Mendicante. Olhos vidrados, trincados, exangues. Respiração ofegante que me lota de expectativa num dia frio e atemporal, um tanto umido também, onde a menor faísca de esperança é um mero detalhe.
As cores soam triste e vazias e meus amores nem ruídos têm mais.
Nada a fazer. Ou muita coisa. Vai saber...
Talvez seja só esperar, respirar e seguir. Talvez seja só desistir.
Mas não. ah! não pra mim.
Porque eu não tenho todo o tempo do mundo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Two can be complete without the rest of the world

Two can be complete without the rest of the world
Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation that has nothing to say

All the boys could never make me love them the way I love you
Can't you see the sky is not the limit no more?
I can see the elevator crashed trough the floor
I can still see yesterday sailing away
Seven billion people who got nothing to say

Are you coming on to me?
I saw your face then I heard that song
It was so inviting it hurt my bones
Well it looks like you but your eyes are grey
And your hair is gone but your mind's okay
Yes I like your smile but your forehead's cold

I don't want you to be afraid and go

I would cheat and lie and steal now
But I'll stay at home and kneel for you

I was waiting
For my baby, to arrive
Right by my side

Oh please
Leave me alone tonight
Forget the past

Two can be complete without the rest of the world
In an entire generation of entertainers to blame

The light is red
The camera's on.
Get yourself a lawyer and a gun.
Hate your friend's new friends like everyone.
Childhood's end can be so competitive,

Oh sky's not the limit and your never gonna guess what is...

sábado, 17 de maio de 2008

furor

Em cima da mesa,
uns copos cheios de amores vazios
e um pouco de espuma e restos.
Dentro de mim,
a desesperança genuína -
que não esconde-se mais
refletida nas lágrimas bêbadas que dançam pelo semblante
rubro e triste, um pouco envelhecido pelas olheiras azuis.
Perto da mão,
jaz todo o destino coberto pelo nimbo que vaga pelo céu
que hoje não passa de uma massa um tanto insípida,
porque aqui não existe mais cor.
Embaixo do coração,
pulsa a violenta vontade de acordar
e ver que tudo não passou de um monte de frascos repletos de ilusão
e que a vida continua por mais que a tv esteja chiando.
Ao redor dos olhos,
sombras atacam sem piedade
a garota que mora ao lado
e que eu nunca vi.
Grudadas no céu,
acendem-se estrelas frias
que ao longe rimam com vagalumes
e gritam em uníssono, ao mundo,
que as coisas não passam de mentiras piedosas.
Entre minha cabeça e meus medos
estão todos os dissabores desta passagem amarga
repleta de reminiscências e condolências,
sobre tudo e ao nada...
E nas entrelinhas das minhas tortas palavras
está escondido todo o sentimento meu
que nunca morrerá,
por mais que o veneno seja forte e a solidão, enlouquecedora.

terça-feira, 6 de maio de 2008

pois é

O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, "esse lugar confuso", o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida.

Caio Fernando Abreu

sábado, 3 de maio de 2008

querida,

Precisamos nos encontrar de novo, qualquer dia desses, pra tomar umas cervejas e rir das besteiras que andamos fazendo de nossas vidas um tanto nossas demais para ficarmos longe uma da outra.
Hoje sonhei que fui pra longe e que não disse tchau, e na hora de voltar eu não consegui. Foi assim, rápido demais pra tentar lutar contra.
Creio que precisamos descansar, parar de nos preocupar com coisa pouca porque pecado mesmo é não viver a vida, não é? Precisamos nos gostar mais, nos olhar mais, nos sentir mais pra sermos inteiramente livres e capazes de fazer o que quisermos, porque só quem se conhece pode dominar a si mesmo e ao mundo ao redor.
O resto todo é grande, mas bem sei que somos mais fortes que eles, juntas, e que somos donas dos valores mais preciosos, dos sorrisos mais sinceros e dos olhos mais puros. Somos donas da lua e temos o mundo na palma da mão e tudo o que precisamos nos bolsos.
Vai ser sempre amor, sempre intenso, sempre eterno, se assim quiser.
Sinto falta das nossas tardes compartilhadas, entre livros e cafés, entre sonhos e cheiros, entre musicas e infinitos. Não sabemos o que nos espera, mas não vale a pena esperar, porque a vida é curta e o futuro está logo ali com uma arma na mão, pronto pra nos matar e cuspir na nossa cara, zombando do mais novo trouxa pego por ele.
Meu bem, a vida é bonita, está na hora de perceber que mais valem as montanhas do que o dinheiro, mais vale o céu do que as mentiras, mais vale a cor do que os humanos, mais vale você do que qualquer coisa que qualquer outra pessoa queira te dar (ou tirar), porque és livre, és dona de si e ninguém pode mudar isso.
Um dia alguém me disse que somos o que há de melhor a partir do momento que pensamos assim; e não está na hora de se afogar achando que tudo está perdido, porque não está. Ainda é cedo! Cedo! E, se vier comigo, não vou ter medo.


Tashi Delek

eu

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Com você não vou ter medo


Eu sei,
parece importante ficar em silêncio.
Mas de que importa
manter tantos dissabores
e mastigar pregos
pra conter as dores?

Vem meu bem,
deixa que o inverno vai passar.
Tudo é tão sem querer
e é tão fora de moda ficar mal.

Sabe, parece que foi ontem.
Tudo era tão puro.
E éramos tão jovens,
que querer pouco era tão fútil.
Correr tão covarde
E resistir inútil.

Diz pra mim, o que é que foi?
Quem roubou meu bem querer?
Que hoje é assim,
tanta dor.
E eu sinto tanta falta de você,
de andar pelas ruas sem saber porque.
E de escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.

Diz se não é tão adolescente
manter tuas cartas em papel de presente,
querer guardar assim comigo
tudo o que ficou em algum ponto perdido
e que pra mim faz valer ser feliz.

Deixa de ser assim, meu anjo,
que eu sinto tanta falta de você,
de andar pelas ruas sem saber porque.
E de escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.

Então vem... é sempre cedo.
E com você não vou ter medo.
Vem andar pelas ruas sem saber porque.
E escrever nas roupas
tudo que ninguém parece escutar.


espero que esse inverno passe logo!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

feriado 1

Quando não tenho nada mais interessante pra fazer, eu como.
Feriados, agora, só servem pra engordar.
Preciso dar mais vida aos meus dias, por mais cinzas e frios que eles sejam!

quero aquela minha vida de volta, aquela vida que me roubaram!

eu odeio todos esses invejosos filhosdaputa!

Vocês conseguiram, enfim.
Mas meu coração ninguém rouba de mim!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Vamos para a cachoeira

Vamos casar, ter filhos. Vamos pra Cachoeira! Vamos mudar o mundo em plena sexta-feira!

Vamos casar, ter filhos. Vamos pra Cachoeira!Vamos fazer um filme e ganhar estatuetas!

Vamos casar, ter filhos. Vamos mudar de planos! Fazer um rave trance e regravar Caetano!

Vamos casar, ter filhos e mais tudo aquilo que já sabemos de cor!

sábado, 26 de abril de 2008

Sem chuva!

Amanhã vai rolar um showzinho maroto do Cachorro Grande e eu vou ver. YEAH.
Pelos menos umas horinhas de virada cultural, sem chuva e com pessoas bacanas.
Mal posso esperar!!
Protetor solar, óculos escuros e o dinheiro do busão. Eis tudo que eu preciso ( e tudo o que eu vou ter).
Um bom domingo pra todos nós. Amém.




Não fique triste se eu não quero saber,
Pois existem outras coisas divertidas, você vai ver!
Esqueça de tudo, não confie em verdades,
Há um mundo colorido pra te trazer felicidade!
Vamos nos divertir
Assim Assado
Ouvindo Secos & Molhados

amor, saudades, vontade de gritar, expectativa.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

não pode

O chão tremeu e eu nem me abalei.
Estou insensível. Que terrível.


Todo o amor que houver nessa vida
Cazuza

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta a mordida
Nós na batida no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convivio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno anti monotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me de alegria
Ser teu pão
Ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti monotonia
e algum....

terça-feira, 22 de abril de 2008

Semáforo

Hoje é terça-feira
o céu borrou a cor
ó minha mão do céu
ó meu pé do chão
Eu não ouço vocês
eu não ouço vocês
eu não creio em vocês
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
só acredito...
Hoje é terça-feira
e o céu se põe
debaixo do tapete
um tesouro
eu não acredito, não
Só acredito no semáforo
só acredito no avião
eu acredito no relógio
acredito no coração
não, não, não
Hoje é terça-feira
e todos meus amigos voam
com olhos de anis
com asas de fogo
e meus olhos cheios
de mágoa então.
Hoje é terça-feira
hoje é terça-feira
e todos meus amigos querem morrer.

Vanguart

Tava afim de ver esses caras na virada cultural. Tava afim de ver mais um bando de coisa também, é verdade, mas me contentaria só com eles... e com uma boa companhia e um pouco de felicidade. E só. Tava ótimo. Só que me parece que o final de semana não será dos melhores... mas eu vou tentar torná-lo, ao menos, suportável.

Hoje: Dia dolorido e agradável. Cheio dos extremos. Preciso de paz e descanso e de mais feriados prolongados!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

fim

Não são nem 7 horas da noite e meu feriado acabou.
Desisto, enfim.

domingo, 20 de abril de 2008

blablabla

É domingo, e já é tarde demais pra reanimar qualquer esperança, porque o céu está escuro, as horas estão rastejando e as pessoas não entendem, não entendem que eu posso me guiar pelos meus próprios pés e que eu não faço mal a ninguém vivendo meus poucos dias de paz do jeito que eu bem quiser.
Agora, diante de um dia frio e molhado, saboreio uns goles longos de café pra ver se sai o gosto vago de cinzas e chuva da minha boca seca e um tanto mendicante, que implora por saliva nova e uns sorrisos de satisfação.
A Lua está se dissolvendo escondida, sumindo pra sempre num infinito espelhado de fantasmas e formas e fontes e figuras e faíscas de fogo, pra voltar daqui a um tempo num espaço atemporal onde meus olhos cansados se fecham pra fingir não ver que a lua vai e chega e eu continuo a mesma, com as mesmas aflições e os mesmos problemas, com as mesmas palavras entaladas e os mesmo espinhos atravessados na garganta que me impedem de gritar pro mundo inteiro que a única coisa que eu quero é sentir a vibração passar pelo meu sangue levando um pouco de brilho até o topo da minha alma exalando um cheiro bem típico de quem vive o que quer viver sem se preocupar com o amanhã que nunca brota do orvalho da madrugada insana que fica empossado nas folhas mais verdes que me lembram os mais belos globos oculares que me olham diretamente no fundo das janelas da alma e me aquecem mesmo quando o frio é cortante e os dedos congelam e quando o dia parece perdido em meio a um turbilhão de coisas e poluição e fumaça e quando eu só precisava de um pouco de carinho pra consertar minha coluna estragada e meu pescoço tenso e meus músculos contraídos.
É domingo, agora existem vestígios de café e solidão e amor dentro de mim e só, mas amanhã é feriado e eu não posso desistir!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

I want to sing

'Cause there, you are there right beside me
Then somehow inside me while inside myself
Books on the shelf, thoughts on the shelf
Hands to myself, I should definitely keep my hands to myself
'cause Love is a dangerous pastime
Caught between madness and gladness of flight
Nothing is wrong and nothing is right
Falling asleep in your arms every night

But Love's such a strange situation
Full of frustration and anger and fear
Everything's tears
Nobody hears
Nobody's here, and nobody hears...

I want to sing to you my love
My only love and happiness
Don't be so blue so blue my love
Take off your shoes take off my dress
I want to sing to you my love
My only love and happiness
Don't be so blue so blue my love
This too shall pass, this too shall pass...

Regina Spektor

quarta-feira, 16 de abril de 2008

ao LSD

um feliz aniversário!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Língua Ácida

Tentam apagar nossas luzes
porque ofuscam as estrelas frias
daqueles que brilham fingidos.

Procuram desgrudar-nos de nossos sentimentos sinceros
por sermos fortes demais,
capazes de finalizar qualquer um deles!

Quando percebem que os ameaçamos -
com nossa força vítrea e transparente -
fazem de tudo pra molhar essa chama,
que por mais que me destrua, é a única energia capaz de me nutrir.

Não posso deixar isso acabar, morrer, extinguir-se
seco dentro do meu peito umidecido em saliva quente
que escorre de ti fosforescendo minhas veias
exangues.
Se ocorrer,
apagarei junto, virando cinzas
frágeis e estéreis, frias e mal-cheirosas como cadáver velho
e branco. E roxo.
E hoje o céu é tão cinza quanto os restos de um cigarro fora do pulmão.
Nada rosa, ou laranja, ou azul. Não há nem sol, nem vestígio de calor,
só um vento cortante e fumaça assoprada.

Num dia sem cor eu só queria o preto de um café sincero
o verde de uns olhos fortes
e o ácido (quase lisérgico) de tua língua acolhedora.

It's all about

Ela só queria acreditar, por um momento efêmero que fosse, que era tudo verdade. Mas não conseguia; o mundo conspirava contra ela, e o amor dele por ela também, e vice-versa. Ele soava sincero, mas ela sabia que nada ali o era; Nem ela. Só a voz. E os olhos. O resto? Pura mentira.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lengths of Love

Poderia ser destino, Querido.
Perdi a noção do tempo desde que começamos.
Tenho amigos necessitados, Querido.
Eu cresci a extenção do meu amor desde que começamos isto.
Sabe, devemos combater a remoção do obseno.
Há uma raça amarga, Querido.
Eles o observarão às vezes, com seus corações amargos.
Mas nós acabamos com eles!
Ah! Estamos trocando a dor de cabeça.
Nós queremos o forte amor do verão, o sangue mais robusto, pra apenas ficarmos acordados, não é?








domingo, 13 de abril de 2008

Alex:

"Eu simplesmente não posso suportar ficar trancado. Minha empreitada deverá ser, no futuro que estende pra mim seus braços de neve e de flores antes que a navalha me tome ou que o sangue manche seu refrão final em metal retorcido e vidro quebrado na estrada, para não ser capturado novamente, parar com tudo isso. Mas esse negócio de ficar roendo as unhas dos dedos dos pés sobre qual é a causa da maldade é que me torna um garoto risonho. Eles não procuram saber qual é a causa da bondade. Se os plebeus são bons é porque eles gostam e eu jamais iria interferir com seus prazeres. E mais: maldade vem de dentro, do eu, de mim ou de você sozinhos, e esse eu é criado por Buda, ou por Deus, e é seu grande orgulho e alegria. Mas o não-eu não pode ter o mau, quer dizer, eles da escola, do governo e os juízes todos não conseguem permitir o eu. E não é essa a nossa história moderna, meus irmãos? A história de bravos eus pequenos combatendo grandes máquinas? Estou falando sério sobre isso com vocês, irmãos. Mas eu faço o que faço porque gosto de fazer."
Laranja Mecânica

sábado, 12 de abril de 2008

então

Bratchnis, você estão quase conseguindo!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

bem típico:

Comendo nuggets com queijo. A ponta do meu dedo está queimada e a chuva não pára de cair. Rola yeah yeah yeahs de fundo (tsuu.pa.tsuu.tsuu.pa) e tem um caderno aberto na minha frente. Não sai nada de mim... e também não entra (infelizmente).
É engraçado como criar expectativas sempre fode com tudo. É engraçado perceber que meus dias vão embora sem me levar.
A noite tá quase acabando, a música também. Os nuggets já se foram. Todos.
Então, como sempre, o que sobrou não foi nada além de uma tela acesa, uma alma sozinha, uma folha em branco e pedaços de chocolate derretendo dentro do meu peito.

terça-feira, 8 de abril de 2008

terça

O céu rosa ia longe. Eu passava e ele não chegava nunca.
Existiam riscos de água recém caída na minha janela e gotas grandes - e avulsas - pingando no asfalto descolorido.
O sol refletiu uma vez o dia todo. Rápido, quente, amarelo e um tanto triste. Os dias de glória acabaram. A estação dele se foi e ele insistiu em ficar.
Eu pisquei um pouco demorado, e quando meus olhos abriram-se de novo o cor-de-rosa do céu transformou-se em breu, feito um desenho que um garoto descuidado esqueceu de pintar... e a noite chegou rápido demais, sem que eu notasse, e me fez esperar ansiosa que o próximo dia acabasse.
Minha noite corre enquanto o tempo rasteja. Eu me perco na minha cabecinha cheia de coisas e lembranças e responsabilidade enquanto a chuva insiste e os pássaros dormem... enquanto o sol aquece os japoneses e os cogumelos nascem... enquanto a paisagem corre ao meu lado e o mundo me esquece de novo.

sábado, 5 de abril de 2008

Era uma triste Verdade

"E ele tinha uma casa em Ohio com mulher, filha, árvore de Natal, dois carros, garagem, gramado, cortador de grama, mas não conseguia aproveitar nada porque não era verdadeiramente livre."
J. Kerouac
Os Vagabundos Iluminados

sexta-feira, 4 de abril de 2008

caham

5 dias sem roer as unhas.
Pronto, sou mais forte do que meu vício.
eis tudo o que tenho pra hoje.

terça-feira, 1 de abril de 2008

mentiras

Hoje não importa se sinceras ou não.
Hoje elas vivem porque sim... hoje andam por aí sem pe(n)sar.
Machucam ainda assim, mas todos fingem não saber.
Mentiras compridas em forma de comprimidos que deixam a vida mais agradável.
Aquelas mesmas que tapam os olhos - mesmo os mais bonitos - e os ouvidos mais atentos e a as mãos mais frias e aquelas mesmas que se escondem nas palavras mais doces...
Mentiras que atraem, entontecem, enganam, por ser essa a função.
Mentiras de amor. Mentiras fáceis. Mentiras férteis.
Aos meus, minhas mentiras mais puras.
Aos outros, minhas mentiras mascaradas.
A mim, as mentiras deles!
(o dia da mentira é todo o dia)

Wait

They don't love you like I love you...

sábado, 29 de março de 2008

(sem título)

Luz opaca de fim de tarde que precede chuva.
Um amarelo sem vida de um sol que se despede penoso.
Ventos que não uivam, só passam, por passar.
Um pouco de saliva, porque é necessário.
Um pouco de música, porque é animador.
Um pouco de solidão, porque sim.
E aquele sentimento de que algo não foi realizado por simples distração.
Eu estou cansada de ter que tomar tragos fracos e goles pequenos.
Estou farta de seringas que pingam e não jorram.
Quero Overdoses... daquelas enormes... entorpecentes
E quero ter tudo o que eu preciso pra sobreviver ao meu alcance
aqui, nas minhas mãos frias e um tanto brancas demais.